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Artigo adicionado em 15/10/2002, às 04:07

PAINKILLER JANE: BAD GIRL ANOS 90
Assobie para esta garota na rua e você pode não gostar do que ela vai fazer com seus órgãos internos A perigosa Painkiller Jane – clique para ver a gata maior Antes de começar a escrever este artigo, refleti um pouco e, cá entre nós e que ninguém nos ouça: homem parece realmente gostar de […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim

Essa boquinha, fala sério, meu!

A perigosa Painkiller Jane – clique para ver a gata maior

Antes de começar a escrever este artigo, refleti um pouco e, cá entre nós e que ninguém nos ouça: homem parece realmente gostar de tomar porrada. Essa não é uma reportagem comportamental sobre sadomasoquismo, mas bem que podia ser. Ou será que fui só eu quem percebeu que, a cada geração de fãs de quadrinhos, parece que surgem novas e inusitadas bad girls, detonando qualquer machão que ouse cruzar seu caminho…e que os fãs adoram? Quem não se lembra de personagens fortes e decididas como Mulher-Maravilha (a amazona chutou o traseiro até do Batman no "Kingdom Come"), Mulher-Gato, Tempestade (Ororo Munroe),Vampirella, Drunna, a aventureira Lara Croft (da série Tomb Raider)…todas com algo em comum, além das curvas acentuadas, dos seios enormes e das roupas curtas e apertadérrimas: a personalidade forte. Assim também é a bad girl do momento: Painkiller Jane, da obscura Event Comics (Ash, 22 Brides), de Jimmy Palmiotti e Joe Quesada.

Bad girl bem ao pé-da-letra (uma anti-heroína violenta e mal-educada), Jane parece uma mistura do temperamento e dos curativos da Tank Girl (personagem inglesa que virou um tenebroso filme com Malcolm McDowell) com o corpo da Vampira. A história da menina começa assim: uma policial de nome Jane Vasko sofreu um acidente terrível e acabou num coma de dois anos, quando, miraculosamente, ela voltou ao mundo dos vivos…apenas para se encontrar sozinha, pois o namorado que tanto amava havia casado com uma outra pessoa. Sem amigos ou família com quem pudesse contar, Jane concordou em tornar-se uma agente especial da polícia, uma detetive, mestre em disfarces para os casos mais escabrosos. E foi o que aconteceu: estava ela, certa noite, disfarçada como ascensorista para, sorrateiramente se infiltrar no covil de Don Joey Fonti, um mafioso sacana que, ao expandir territórios, mandou um monte de adversários para a terra dos pés juntos.

O cara era tão metido a esperto que chantageou o grupo feminino de mercenárias conhecido como 22 Brides (22 Noivas) pra fazer um monte do seu trabalho sujo. Vasko e o grupo de assassinas já tinham se cruzado nos becos do crime, e depois de baterem muito as cabeças, elas aprenderam a se respeitar, e a respeitar uma ao trabalho da outra, por mais que umas não concordassem com os motivos das outras. E quando a senhorita Vasko viu-se cara a cara com Fonti e percebeu que ele tinha as 22 Brides em suas mãos, percebeu a roubada na qual colocaria as meninas mercenárias se entregasse o chefão…O que aconteceu: Jane também estava nas mãos de Fonti, e também tinha de fazer o que o escroto queria. Primeira missão da detetive: levar uma mensagem para o maior rival do gângster, um inumano no mínimo bizarro de nome Adam.

Não é preciso ser um gênio para adivinhar que, assim que a moça colocou os pés na casa de Adam, a pasta que ela carregava explodiu, mandando a nossa Jane pro espaço. Mas o tal Adam, que como eu já disse não era humano, continuou vivo e resolveu levar o corpo de Jane com ele, já que ele tinha sacado que a menina estava de pato na história toda. Usando um método até hoje desconhecido por todos (incluindo aí a própria Jane e os leitores), Adam, o esquisito, ressuscitou Jane, sacando que a moçoila ia trazer problemas para seu maior inimigo, Fonti – ora, vamos, quem não iria querer se vingar de um chefão do crime bastardo como o do tal do Fonti?

O desenho é dos Irmãos Hildebrant

Painkiller Jane e seus grandes…hã…atributos

Jogada numa estação abandonada de metrô, Jane acordou, bem equipada com vários tipos de armas de alta tecnologia. A moça sabia que esteve morta, mas que agora estava viva novamente. E como era de se prever, a ex-policial, resolveu, mesmo sem entender ainda o que diabos acontecera com ela, caçar Don Joey – e para isso, ela se uniu às 22 Brides. É claro que as meninas detonaram o cara numa boa (ainda mais quando descobriram os novos poderes de Jane – leia mais abaixo), mas, antes que as 22 Brides matassem sem piedade o chefão do crime, Jane colocou a mão na consciência e pensou: "se elas derem fim ao Fonti, logo vão estar na cadeia, porque toda a polícia está de olho no caso!". Depois de impedir as meninas, a ex-detetive Vasko fez com que evidências da culpa do gângster chegassem às mãos de seu ex-parceiro, Detetive Fernandez. Terminado o caso com o mafioso, Jane percebeu que estava definitivamente afastada da polícia, e que teria que começar uma nova vida…sozinha. Agradecendo as meninas do 22 Brides pela ajuda, a mais nova justiceira da cidade estava à solta pelas ruas…com o codinome de Painkiller Jane.

Os Poderes de Jane – Não importando o que Adam tenha feito para trazê-la de volta a vida, isso acabou dando a Jane impressionantes poderes de recuperação instantânea. A mulher se recupera de um tiro a queima-roupa no meio da testa em questão de minutos, cada vez mais surpresa com o tipo de coisa da qual ela se recupera. Mas…mesmo sem se ferir, Jane continua a sentir dor normalmente a cada ferimento – eis a razão de seu codinome: painkiller (analgésico, em inglês). Pra completar o visual, a menina está sempre com bandagens e curativos por todo o corpo, pra evitar algum sangramento ou algo assim – diabos, com a vida que ela leva pelas ruas, combatendo escória atrás de escória, é natural que isso aconteça! Assim como era natural que, sentindo dor por todas as partes do corpo, Jane se tornasse uma pessoa extremamente mal-humorada!

Bem… – No mínimo, você deve estar se perguntando: e onde diabos eu encontro os gibis dela? Como era de se esperar que o Tio Cid respondesse, você só vai achar algum material de Painkiller Jane numa importadora, porque este é mais um daqueles personagens interessantes de pequenas editoras americanas que jamais vêm para o Brasil! 🙁
C’est la vie…

Mas, afinal de contas, o que o esqueleto queria com o rodo? – elcid@a-arca.com


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