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Artigo adicionado em 31/10/2002, às 12:50

WILL AND GRACE: SIMPLESMENTE UM LUXO!!! (JÁ DIZIA ATAYDE PATREZE)
Um advogado gay, uma designer neurótica, um homossexual afetado e uma socialite de voz irritante O divertidíssimo casal Will & Grace – clique para ver a imagem maior Diálogos ágeis e bem construídos (e muito inteligentes, diga-se de passagem), personagens interessantes e com muita personalidade e, é claro…Jack MacFarland, são as principais fórmulas do sucesso […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim

A pergunta: será que estes sorrisos são realmente sinceros?

O divertidíssimo casal Will & Grace – clique para ver a imagem maior

Diálogos ágeis e bem construídos (e muito inteligentes, diga-se de passagem), personagens interessantes e com muita personalidade e, é claro…Jack MacFarland, são as principais fórmulas do sucesso do seriado "Will & Grace", produção da NBC que pode ser conferida todas as quintas-feiras às 22h na Sony Entertainment Television (NET – Canal 50 – Quem assiste vira fã de carteirinha!).

No ar desde setembro de 98, a série é uma das sensações do momento em território ianque. Tanto é que na cerimônia de entrega do Emmy em setembro de 2000, "Will & Grace" arrebatou a estatueta de melhor série cômica, enquanto Sean Hayes (o Jack) levou por melhor ator coadjuvante em série cômica e Megan Mullally (Karen Walker) ganhou o de melhor atriz coadjuvante. Mais do que isso, os personagens da série se tornaram verdadeiros ícones do movimento GLS (pra quem tá por fora, "Gays, Lésbicas e Simpatizantes"), pela forma bem-humorada e sem preconceitos de tratar as diferentes formas de sexualidade. Particularmente, o Cidão aqui tem o seriado entre seus preferidos, superando até os queridinhos da América do "Friends".

Vamos aos fatos: "Will & Grace" gira em torno da complicada amizade de Will Truman e Grace Adler (é claro, senão por que diabos esse seria o nome do programa?). Amigos de infância, os dois sempre tiveram uma relação não-explicada que era vista por alguns como amor incondicional e por outros apenas como uma forte amizade. Chegaram até a namorar. Até que finalmente, depois de uma série de problemas existenciais e de aceitação, Will se assume homossexual. Mas que fiquei bem claro: um homem, gay, completamente fora do estereótipo afetado que vemos ser retratados em alguns filmes e/ou seriados.

Finalmente o McCormack conseguiu um papel decente

Will Truman: ele é mó legal (mesmo sendo boiola, já diz um amigo meu)

Will (interpretado por Eric McCormack, de "Santo Homem"), um bem-sucedido advogado, e Grace (Debra Messing, que pode ser vista na recente mini-série "Jesus"), uma designer de interiores autônoma, são vizinhos de apartamento (na verdade, na recente temporada que está sendo exibida atualmente, eles estão novamente morando juntos no apartamento de Will, como nos velhos tempos). A dupla vive no meio do caldeirão efervescente que é Manhattan (NY). Os dois se completam perfeitamente: enquanto Will é confiante, elegante e dono de um sarcasmo sutil e voraz, Grace é um tanto neurótica, apreensiva e totalmente carente. No entanto, os dois têm sérios problemas para manter seus relacionamentos com homens.

Um dos maiores atrativos da série é: "Se Will não fosse gay, ele e Grace seriam o casal perfeito". Ambos gostam das mesmas coisas, praticamente adivinham o que o outro está pensando e são amigos incondicionais. O mais divertido é que, no entanto, Will já mostrou, em algumas ocasiões, que pode não estar lá muito certo de sua real opção sexual…especialmente se Grace estiver envolvida. No episódio do casamento de Rosário (empregada de Karen) e Jack, por exemplo, o beijo que os Will & Grace trocam acaba mexendo com o casal de uma maneira beeeeeeeeeem diferente do que o faria um beijo entre amigos (que o diga o Fanboy, né?). Quem vê a delicada e romântica dinâmica da relação dos dois nem imagina uma série de boatos do mundo do entretenimento dão conta que os atores que os interpretam se detestam! Será que dá pra acreditar nos fofoqueiros de plantão?

Karen e Jack fazem o show

No entanto, é impossível negar que quem rouba a cena boa parte do tempo no seriado são os personagens Jack MacFarland (Sean Hayes) e Karen Walker (Megan Mullally). Jack é um homossexual que se comporta de maneira diametralmente oposta a Will: é afetado, fútil, não trabalha e só pensa em manter o corpo malhado na academia, onde pode ficar de olho nos "gatinhos". E em se falando de outros homens, por sinal, Jack é até meio promíscuo, do tipo namorador, sempre em busca de um rostinho bonito. Alternando entre um bico e outro, sua verdadeira renda vem dos empréstimos que pega de Will, sem a menor vergonha ou pudor. Aliás, o dinheiro do pobre Will não sustenta só as mordomias de Jack (que não tem onde cair morto mas arrota caviar), mas também os hábitos de seus bichinhos de estimação: uma arara chamada Guapo e um simpático vira-lata de nome Klaus Von Puppy.

A Karen é uma loucura, fala a verdade?

Da esquerda para a direita: Karen, Will, Jack e Grace

A língua ferina do Sr.MacFarland não poupa ninguém: de Will, que ele diz estar "barrigudo", precisando de ginástica, às roupas de Grace ("Produtos de brechós", brinca), passando principalmente pelas lésbicas -seu principal alvo é o casal de mulheres que toma conta de uma loja de flores no bairro onde Will mora. Seus momentos mais hilários, no entanto, surgem quando ele tenta realizar seu maior sonho: entrar para o mundo do showbiz! E "ai" de quem diga que ele não tem talento! Quem se lembra dos divertidíssimos shows "Just Jack!" e "Jack2000" sabe do que eu estou falando…

Sua melhor amiga é a excêntrica milionária Karen Walker, um socialite tão fútil quanto Jack e que acha que dinheiro e poder podem comprar tudo na vida (Narcisa o quê mesmo?). Casada com um poderoso industrial de nome Stan (cujo rosto nunca aparece na série, afinal de contas), ela trabalha "por hobbie" como secretária do escritório de design de Grace. Quando digo "hobbie", quero dizer "por diversão" mesmo, porque ela adora infernizar a complexada Grace com suas críticas sobre seus penteados, seus sapatos, suas roupas e seus penteados. Completamente viciada em bebida (principalmente em seus rapazes, Johnny Walker e Jack Daniels), ela é, por incrível que pareça, madrasta de dois filhos (não que ela esteja ligando): Olívia e Mason. A casa dos Walker fica completa com a presença da mal-educada porto-riquenha Rosario, sua empregada, que ela aprendeu a amar depois que descobriu que não conseguia mais viver sem brigar com ela.

Com tantos atributos assim, fica a pergunta: "Will & Grace", tratando nas entrelinhas de um assunto tão polêmico como o universo gay, corre o risco de sofrer o mesmo destino (trágico, por assim dizer) de um outro seriado bastante comentado, "Ellen", estrelado por Ellen DeGeneres (ex-namorada da Anne Heche)? Depois que a atriz principal resolveu literalmente sair do armário, assumindo-se homossexual em cadeia nacional, a audiência despencou como uma montanha russa. A meu ver, parece que a série estrelada por McCormack e Messing segue por um caminho muito diferente, já que o contexto GLS faz parte da história, e não é seu cerne principal.

Como o Fanboy diz que a Debra Messing é a meia-boca?

Grace Adler: será que um dia ela dobra o Will?

Will é um advogado de sucesso, com uma grande amiga dividindo cada parte de sua vida, e com sérias dificuldades de se relacionar… e que por acaso é gay. Está dentro do contexto da história e, em nenhum momento, o seriado se torna panfletário ou ativista com relação ao movimento GLS. Notinha de rodapé: o produtor da série, Max Mutchnick (responsável por séries como "Alf", "Parker Lewis" e a fracassada "Boston Common"), é homossexual assumido.

Presentinhos da Arca

Especialmente pra você, a música de abertura de “Will & Grace” no formato MP3.

Versão televisiva da música de abertura
Formato: .mp3

Versão “full” (completa) da música de abertura
Formato: .zip

Ah, o e-mail é o de sempre, galera… – elcid@a-arca.com


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