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Artigo adicionado em 31/10/2002, às 12:30

QUEM CONTA UM PONTO, AUMENTA UM PONTO!
Como a forma que é aferida a audiência nacionalmente pode acabar não sendo a mais justa "Demos um pau na poderosa", grita a produção do Ratinho quando leva a melhor no Ibope em cima da Rede Globo. Ibope, Tio Cid? É, esse é o nome popular das já famosas pesquisas de audiência real-time, ou seja: […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim


"Demos um pau na poderosa", grita a produção do Ratinho quando leva a melhor no Ibope em cima da Rede Globo. Ibope, Tio Cid? É, esse é o nome popular das já famosas pesquisas de audiência real-time, ou seja: você sabe na hora quantas pessoas estão assistindo este ou aquele programa. Acostumou-se chamar este tipo de pesquisa de Ibope, que, na verdade, é o instituto que realiza as pesquisas!

Para que você entenda como funciona esta medição (e eu já aviso que você provavelmente não vá concordar com ele…), o bom e velho El Cid vem todo-todo com as respostas na ponta da língua – ou do mouse!

A audiência é medida através de people-meters, que são aparelhos conectados a televisores de determinadas famílias de uma amostra e que registram o estado da sintonia minuto a minuto – os aparelhos fazem um scanning (procura) contínuo da sintonia tipo a cada 8 segundos, registrando um status médio recente a cada 60 segundos.

Daí, os registros são automaticamente transmitidos por rádio-frequência para os escritórios do Ibope, que processa e distribui a cada minuto (haja rapidez!) para seus clientes (neste caso, as emissoras de tevê), 24 horas ao dia, durante todo o ano, o que permite que as emissoras saibam automaticamente como anda a sua audiência – e permitindo que elas acabem fazendo de tudo pra dar uma subidinha nestes números!!!

A partir da manhã seguinte é que os dados vão ser analisados e corrigidos contra certos errinhos. Dizem os especialistas no negócio que a audiência só é definida a partir da resultante de três variáveis:

– quantidade de domicílios e/ou pessoas que sintonizam uma emissora;
– a fidelidade e/ou assiduidade da sintonia;
– duração da sintonia (quanto tempo o cara fica sintonizado em certa emissora).

Aí, você, que é uma pessoa sensata e analítica, pára e pensa: e onde diabos estão instalados estes aparelhos? Que raio de amostra é essa?

Os institutos de pesquisa costumam usar amostras de público (tipo 10 em um grupo de 100) para representar os resultados de todo o grupo. O que acontece no caso do Ibope é que esta amostra é muito pequena…e concentrada apenas na cidade de São Paulo. Isso significa que, num país multi-cultural e tão diverso quanto o Brasil, os gostos e hábitos televisivos são definidos pelos hábitos dos paulistas…
Pergunta: isso é justo? Será que se pode medir o quanto certo programa é assistido ou não baseado num pequeno grupo de pessoas de uma única cidade do Brasil?

Isso cabe a VOCÊ responder…

E o meu Ibope ta subiiiiiiiiiiiiiiiiindo… – elcid@a-arca.com


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