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Simples, rápido, fácil de entender e de jogar. Não dá pra falar de outro jeito do novíssimo "Mage Knight: The Rebellion" (da obscura Wizkids), um jogo de estratégia com miniaturas que rapidamente conquistou os jogadores americanos e que a Devir lançou em território brazuca durante o IX Encontro Internacional de RPG, em julho de 2001.
Na verdade, a fórmula tinha tudo para dar certo. Primeiro porque satisfaz aos fanáticos por miniaturas em jogos de RPG -e eles são muitos! Houve uma época em que as pequenas estátuas de metal que percorriam campos de batalha imaginários no ancestral "Dungeons & Dragons" eram peças obrigatórias no jogo. Mas "Mage Knight" tem muito mais, porque também é um jogo de estratégia, uma espécie de card game só que com bonequinhos. É isso aí: o jogador incorpora o general de um exército em um mundo de ambientação completamente tolkieniana. E, como em "Magic: The Gathering", o cidadão monta suas tropas de soldados comprando as miniaturas em booster packs com 5 bonecos (e que custa R$ 21,00) ou em decks com 10 (que traz ainda livro de regras, fita métrica e dois dados, tudo pela módica quantia de R$43,00).
Atualmente, os players têm a disposição mais de 150 miniaturas diferentes, todas de plástico pintado. Fora, é claro, o Fire Dragon. Ora, este é um universo de fantasia, e precisava de uma criatura sobrenatural para ser temida (e, proporcionalmente aos bonecos do "Mage Knight", o tamanho do dragão é aterrador: tem 25 cm de largura!!!).
O segredo do bom general de "Mage Knight" é saber balancear os personagens que compõem seu exército, já que cada um deles tem suas características distintas, pertencendo basicamente a oito diferentes facções ou "guildas". A Guilda de Atlântida, por exemplo, reúne uma série de guerreiros atlantes que misturam armamento pesado com boas habilidades mágicas. São considerados inimigos número 1 dos Rebeldes da Pólvora, um grupo formado por diversas raças unidas por único desejo em comum: provar a superioridade das armas de fogo.
Já a Liga dos Elementais é mais voltada para a natureza, alicerçada especialmente na proteção da Terra e reunindo membros de diferentes tribos, como elfos e Trolls. Por falar em elfos, vale lembrar o meu exército favorito: os Cavaleiros Imortais. Formada por uma antiga casta de guerreiros élficos, esta facção se caracteriza especialmente pela lealdade e dedicação como guerreiros. Dá pra sacar porque eles não costumam se dar bem com os Saqueadores Orcs, fortes, perigosos e brutais (e, principalmente, toscos).
Quanto a Seita de Necrópolis, é bom ter medo: são um bando de necromantes cercados de monstros das trevas e mortos reerguidos da tumba. Mas nenhum deles é praticamente garantia de vitória como o são os Draconum, dragões humanóides conhecidos como guerreiros imbatíveis. Diz o provérbio antigo: "Com três Draconum se faz uma vitória" (nota para os colecionadores: são das criaturas mais raras de se encontrar, viu?). Por último, temos o grupo desgarrado conhecido apenas como Progênie dos Magos, que nada mais são do que criaturas das trevas: zumbis, lobisomens… Sua origem é completamente desconhecida.
Caralho, que demais! Mas…como se joga esta coisa?
Aí é que está: as diferentes habilidades de cada tipo de personagem não estão numa planilha ou tabela separada, mas sim na própria miniatura. É isso aí: os bonecos ficam de pé graças a uma base…que na verdade é um disco giratório que permite anotar tudo que você quiser: força, vitalidade, dano recebido, dano do armamento…
Quando eu disse que você deve incorporar um general para jogar este jogo, eu não estava brincando! É hora de rever seus planos e pensar se vai conquistar este ou aquele território, se aquela ponte tomada por elfos vai servir nos seus planos de dominação ou se vai expulsar os orcs das paragens! Tudo depende de você e dos outros generais, e de como vocês montaram a estrutura política de seus exércitos e da região onde se encontram. As regras se resumem basicamente a uma fase de movimentação, na qual o general move seus soldados pelo jogo, e o ataque, que é quando seus comandados dão de cara com o inimigo. É tudo questão de planejar muito bem o seu ataque!
Detalhe importante: o lugar onde você e os outros generais vão combater (ou, quem sabe, se aliar contra um terceiro), a ambientação, são vocês mesmos quem vão montar! No EIRPG, por exemplo, a Devir incumbiu o artista plástico Francisco José Santa Rosa de montar uma maquete com aldeias, florestas e um enorme castelo-que, na verdade, escondia um dungeon na parte de baixo! Tudo com isopor, papelão serragem, espuma…
Gostou da parada? Então fique ligado: já está saindo a primeira expansão do jogo, "Lancers", que deve chegar ao Brasil (também pela Devir) em agosto. São 142 novas miniaturas, sendo que 54 delas são guerreiros montados (especialmente lanceiros, como você deve ter imaginado). By the way: a Wizkids vai lançar, até o fim do ano, um RPG baseado no mundo de "Mage Knight", e o mais legal é que está nos planos da empresa fazer regras intercambiáveis, permitindo que você use as miniaturas do jogo de estratégia em sua partida de RPG. Boa idéia! 🙂
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