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Você às vezes tem raiva de ler uma história dos X-Men e não entender um evento que é citado, não saber de onde saiu um personagem ou quantas vezes Jean Grey morreu??? Não se irrite, pois seus problemas chegaram ao fim. A partir de agora você vai acompanhar aqui n’A ARCA a trajetória dos x-heróis nas suas primeiras 200 edições, os eventos, os argumentistas e desenhistas, numeração importante das revistas (referente às edições americanas)…enfim: siga em frente, x-leitor.
Em 1963, Jack Kirby e Stan Lee criaram os X-Men, adolescentes dotados de super-poderes e que ficavam sob a tutela do Prof. Charles Xavier. Eles eram treinados em uma escola (sob a fachada de "escola para jovens superdotados" – o que excluiria o Ron Jeremy, é claro). Xavier (que possuía poderes mentais) queria que seus alunos fossem exemplo para outros mutantes. Este não era o objetivo de seu amigo, Erik Magnus Lensherr, conhecido pelos poderes magnéticos e o nome de Magneto. Enquanto Xavier queria a união dos humanos e mutantes, Magneto pregava a supremacia mutante.
A primeira formação da equipe era a seguinte: Scott Summers, o Ciclope (o líder de campo, que lançava poderosas rajadas pelos olhos), Jean Grey, a Garota Marvel (a novata na equipe, com poderes telepáticos e telecinéticos), Bobby Drake, o Homem de Gelo (como o nome já diz, ele transforma seu corpo e cria gelo…mas na época ele parecia um boneco de neve), Warren Worthington III, o Anjo (que tinha asas…e voava) e Hank McCoy, o Fera (tinha força e habilidade sobre-humanas, mas na época ainda tinha aparência humana).
Já na primeira edição da revista (que se chamava apenas X-Men), os pupilos de Xavier encararam o terrível Magneto. Na época, o gibi não era um sucesso tão estrondosso quanto as outras criações de Lee – Fantastic Four, Spider-Man, Avengers… Mas foi sem sombra de dúvida um marco por abordar um tema tão delicado quanto o racismo.
Na quarta edição, Magneto criou sua própria equipe, a Irmandade de Mutantes – e então deu-se a primeira aparição de Mercúrio, Feiticeira Escarlate, Groxo, Blob e Mestre Mental, um grupinho que causou muitos problemas ao quinteto de Xavier. Na quinta edição, Magnus criou sua famosa base, o Asteróide M. Alguns heróis Marvel começaram a fazer participações na revistas: Namor esteve na edição 6 e os Vingadores na edição 9. E Kazar e Zabu (o homem das selvas e seu tigre de bengala) estrearam no Universo Marvel nas páginas da décima edição.
As grandes criações de Lee e Kirby começaram a desfilar pelo gibi na época: o Cérebro (o computador localizador de mutantes) surgiu na edição 7, o Fanático (o meio irmão de Xavier) deu as caras na edição 12, o Mímico (lembram dele?) apareceu na edição 19 e a grande aparição, os Sentinelas (robôs gigantes caçadores de mutantes), começaram a atazanar os X-Men na edição 14. Em "X-Men #20", Stan Lee deixa a revista e Roy Thomas (legendário argumentista do Conan) assumiu os roteiros, nos quais se manteve até o número 66.
Em "X-Men #27", os mutunas ganham seu primeiro novo membro, o ex-inimigo Mímico (que tinha o poder de assumir poderes de outros mutantes). Mas ele iria abandonar a equipe dois números depois… Na edição 28, surge o Banshee (que tinha o poder de mover montanhas com sua própria voz), que não se tornaria membro fixo da equipe. As participações especiais continuavam: o Dr. Estranho fez seus passes de magia na edição 33 e o Homem-Aranha na se balançaria pelo prédios no número 35 (que também marcou a estréia do vilão Mecanus).
Um marco na edição 39: os X-Men passaram a usar uniformes diferenciados, já que até então todos usavam roupas iguais, exatamente como numa escola. Dando um pulinho de dez números, chegamos ao 49, com a primeira aparição de Lorna Dane, a Polaris.
A moça dos cabelos verdes tinha os mesmos poderes de Magneto – só que em menor escala. Exatamente pela semelhança é que Magneto começou a achar que ela era sua filha. Na verdade, seus filhos eram Mercúrio e Feiticeira Escarlate, que, regenerados, faziam parte dos Vingadores. Na edição 51, eis que surge Erik, O Escarlate, importante vilão na história dos mutantes. No número 53, eles combateram um vilão do Quarteto Fantástico, o poderoso Blastaar. Na revista seguinte, aparece pela primeira vez Alex Summers, irmão de Ciclope. Mas ele já chega como vítima, sequestrado pelo vilão Faraó Vivo, que tenta sugar o poder ainda não despertado de Alex. Depois de sugar grande parte da energia do mutante, o Faráo se transforma no gigantesco Monolito Vivo. Os X-Men partem para o resgate, ajudados por Alex, agora com seus enormes poderes de ondas radioativas desperto.
Essa extensa saga marcou a estréia do desenhista Neal Adams, um dos melhores desenhistas dos X-Men). Também rola a entrada na equipe de Polaris e Alex, que agora assumiu o codinome Destrutor. A partir da edição de número 60 temos a saga da Terra Selvagem, na qual Magneto cria seus próprios mutantes, entre eles Vertigo e Sauron. Quatro números depois, temos a estréia do herói japonês Solaris, que não aceita o pedido de se juntar a equipe – por sinal, esta foi a última estória da dupla Roy Thomas & Neal Adams. A ed.66, com participação do Hulk), foi a última a apresentar uma história inédita. A partir de então, a Marvel inexplicavelmente começou a republicar histórias até a edição 93.
Fazendo um balanço até o momento, podemos dizer que os X-Men tinham dado uma nova cara para a já batida fórmula de bandidos e mocinhos. Fazendo comparações, as atitudes de Xavier são similares às de Martin Luther King (a união das raças) e a visão de Magneto é semelhante à de Malcolm X (A supremacia negra). Apesar de ter perdido muito disso atualmente, ainda se pode tirar um fundo moral da revista.
Continua…
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