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Antigamente, lá pelos idos da década de 80, nomes como Frank Miller, Jim Lee, Todd McFarlane e Alan Moore, eram os mais citados em todos os noticiários especializados sobre quadrinhos. Nos dias de hoje, no entanto, você que costuma acessar A ARCA todos os dias já percebeu que uma fornada de novos escritores e desenhistas invadiram pra valer o mundo dos gibis. Exatamente por isso resolvi abrir meus empoeirados arquivos e dar uma geral nos talentos que tão no auge ultimamente. Uns nem são tão novos assim, mas só caíram na boca do povo (nerd, diga-se bem) de uns meses pra cá.
Judd Winick – polêmico e mutante, este artista gosta de atirar pra todos os lados. Duas de suas principais criações que misturam cartoon clássico e sarcasmo adulto estão sendo sondadas para virar desenho animado: "Nuts & Bolts" e "The adventures of Barry Ween, Boy Genius". Ficou realmente famoso quando foi convidado pra participar do programa "The Real World", da MTV, um reality show tipo "Casa dos Artistas" no qual 7 estranhos são colocados para morar juntos, sendo filmados 24 horas por dia e tal. Conheceu Pedro Zamaro, grande amigo soropositivo que era ativista do combate à AIDS. Depois da morte de Pedro, Judd fez a premiada graphic novel biográfica "Pedro and me", contando o relacionamento dos dois e a luta contra a doença. Contratado pela DC Comics para aumentar as vendas de "Green Lantern" (Lanterna Verde), foi muito bem-sucedido e elogiado. Seu último trabalho de destaque foi na elaboração e argumentos da novíssima revista mutante da Marvel, "The Exiles", que se passa na Era do Apocalypse.
Greg Rucka – Ganhador do prêmio de melhor escritor de estórias de detetives pelo jornal "The New York Times", foi contratado pela DC para que junto com Devin Grayson (ver mais abaixo) elaborassem a saga "No Man’s Land" (Terra de Ninguém), que foi a salvação dos títulos regulares do Batman. Objetivo atingido, ele ganhou o argumento de uma das revistas mensais do Morcegão. O sucesso dele fez a Marvel crescer o olho e acabou recrutado para escrever a nova mini-série da "Viúva Negra" (na linha MAX Comics).
Mark Millar – Ficou famoso pelos co-argumentos nas revistas "Flash", "Liga da Justiça", "Legião de Super Heróis" e "Vampirella". Quando finalmente se arriscou a escrever sozinho algumas histórias da Liga e de Vampirella, ganhou o argumento da controvertida e ultra-violenta revista "The Authority", da Wildstorm. Este último trabalho o levou direto e reto para a Marvel, onde escreve atualmente a revista "Ultimate X-Men", releitura da origem dos mutantes para novos leitores do século 21. É também argumentista da nova série da linha, "The Ultimates", na qual faz a mesma ressusreição com os Vingadores.
Brian Michael Bendis – Sem dúvida, um dos artistas mais premiados da nova geração. Com seu título "JINX", da Image Comics, ganhou dois prêmios "Will Eisner". Logo foi chamado pela Marvel para escrever um arco de historias de Demolidor…e acabou incumbido da reformulação do Aranha para os novos leitores do século 21 com a mais do que elogiada série "Ultimate Spider-Man". Ainda trouxe de volta a deliciosa ninja Elektra. Para o selo MAX Comics, escreve "Alias", a história de uma heroína fracassada que entra para o mundo dos detetives.
Devin Grayson – Namorada de Mark Waid. Confesso não gostei muito da primeira coisa dela que li, o gibi da "Mulher-Gato". Mas ao ter em mãos o crossover "LJA/Titãs", vi o que ela podia fazer. Suas histórias em "Terra de Ninguém" eram ótimas e ela continua a escrever para títulos do Morcego. Outro destaque é a primeira mini-série de "Viúva Negra", pelo selo Marvel Knights (não confundir com a da MAX Comics), e a volta do Motoqueiro Fantasma. As estórias que escreveu com os Titãs, dosam bem ação, ótimos roteiros e bom humor. Ultimamente, está envolvida com a adaptação do desenho "X-Men: Evolution" para os quadrinhos e com os roteiros da revista regular do "Asa Noturna".
JG Jones – Fez trabalhos em "Shi", de Billy Tucci, e o crossover "Darkchilde & Painkiller Jane". Mas só se destacou com a arte da mini-série da "Viúva Negra" no selo Marvel Knights. Logo em seguida, se juntou a Grant Morrison na mini-série "Marvel Boy". Nos dias de hoje, está fazendo capas para Homem-Aranha, "Birds of Prey", "Codename: Knockout", "Super Boy", "Asa Noturna", entre outros, e está produzindo uma graphic novel com Rucka para a Mulher Maravilha
John Cassaday – Começou nos quadrinhos independentes. Trabalhou na "Boneyard Press" e, antes de ser descoberto, trabalhou fazendo capas e páginas para "Excalibur", "Ghost", "X-Men", "Detective Comics" e alguns anuais da DC. Se destacou quando fez a mini-série "Desperados", para aWildstorm. Seu sucesso lhe rendeu um contrato com a Marvel, na qual fez as mini-séries "X-Men & Tropa Alfa" e "Union Jack". Voltou de novo ao auge ao lado de Warren Ellis no título "Planetary". Com a pausa do gibi, acabou fazendo capas para DC e agora está envolvido na versão Marvel Knights do Capitão América.
Chuck Austen – Era do time de coloristas da Marvel, quando mostrou aos editores uma arte diferente com lápis e computação gráfica e acabou ganhando a arte do novo título da Elektra. A Casa das Idéias curtiu tanto o que ele fez que acabou dando para o cara o argumento e a arte da mini-série "US War Machine", do selo MAX Comics. Curiosidade: o sujeito é um dos animadores do desenho "O Rei do Pedaço" – ou "The King of The Hill".
Frank Quitely – Com um traço realista, lembrando uma safra de desenhistas europeus, Quitely rapidamente se encaixou nos títulos da Vertigo, trabalhando inclusive em "Visões de 2020". Até que foi convidado para trabalhar ao lado de Grant Morrison em "JLA: Earth 2". Após seu sucesso com a graphic novel, foi desenhar o titulo "The Authority" e virou alvo da Marvel, que rapidamente o convocou para desenhar "New X-Men", reformulação dos mutantes que o uniu novamente a Morrison
Gene Ha – Destacou-se no mundo dos quadrinhos no título "Oktane". Seu traço detalhado e sujo foi logo indicado aos títulos Vertigo: fez várias capas, pinups e chegou ao time principal da DC fazendo as capas pra "Superman" e "Batman" – que lhe renderiam, mais tarde, uma graphic novel e uma mini-série menor com o Morcegão. Mostrou sua habilidade com a técnica de pintura aguada na mini-série "Shade" (personagem de Starman) e no anual da "LJA". Enfim foi convocado para o selo ABComics de Alan Moore, onde passou a desenhar o título "Top Ten". Com o final da revista, especula-se que ele esteja envolvido num novo título da Marvel
Paul Jenkins – Este cara era um daqueles que mandava vários roteiros pra Marvel mas tinha todos os seus trabalhos devidamente guardados num arquivão. Quando Quesada foi convocado para o projeto Marvel Knights, rapidamente optou por caras novas…e recorreu aos arquivos de iniciantes da editora. Jenkins então recrutado para se juntar a Jae Lee na mini-série "Inumanos", que foi um sucesso sem igual. Logo depois, a dupla fez a mini-série "Sentry", que forjou uma mentira sobre aquele que teria sido o primeiro herói criado pela dupla Stan Lee/Jack Kirby. O sucesso fez o sujeito ganhar uma vaga na nova equipe criativa do Homem-Aranha, além de se tornar o escritor de "Origin", a série que conta a verdadeira história sobre o passado do Wolverine.
Pronto, fiquei devendo alguns nomes, mas ainda tenho que abrir caixas e caixas de arquivos… cof, cof… vou parando que minha renite alérgica tá atacando…
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