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Artigo adicionado em 29/06/2006, às 08:23

CARROS: não é apenas um filme, mas um marco na história da animação!
O fim de uma era, o início de outra. Mais do que um filme, um ponto de virada! E tudo com o pé direito! Todo mundo já está acostumando a ir assistir um filme da Pixar e sair maravilhado com a história, com seus personagens e com o visual maravilhoso. Tá, tudo bem, alguns nem […]

Por
Paulo "Fanboy" Martini


Todo mundo já está acostumando a ir assistir um filme da Pixar e sair maravilhado com a história, com seus personagens e com o visual maravilhoso. Tá, tudo bem, alguns nem gostam tanto assim dos longas animados do estúdio, mas até hoje não encontrei alguém que tenha “odiado” alguma animação da empresa. O estúdio ainda colhe os louros de conseguir agradar a grande maioria do público com clássicos como Os Incríveis, Procurando Nemo, Toy Story e Monstros S/A. Com a chegada de Carros, a nova produção da empresa que estréia nessa sexta-feira, 30 de junho, nos cinemas brasileiros,a situação não será diferente: a Pixar ainda possui a magia, e o filme é um deleite.

Mas chegar aqui e simplesmente dizer que o novo filme do estúdio de Emeryville é bom ou ruim não faria juz à importância que essa produção, escrita e dirigida por John Lasseter, a mente criativa que trouxe a Pixar ao patamar em que está hoje, realmente tem. “Carros” chega ao mercado sendo observado sob diversas óticas, que observam o fim de uma era e o começo de outra.

Entre esses atentos e vorazes observadores estão, de um lado, os tubarões endinheirados de Wall Street. Sim, a fonte financeira da indústria do cinema norte-americana observou atentamente quando o filme, que estreou há duas semanas nos EUA, embolsou US$ 61 milhões. Uma quantia astronômica, sem dúvida, e que fica entre os maiores filmes de estréia do ano… ainda assim, abaixo das previsões iniciais que variavam entre US$ 75 e US$ 80 milhões. “Grande coisa, o filme faturou pacas e ainda ficou em primeiro lugar durante as duas primeiras semanas”, dizem os mais afoitos. Mas deixe-me lembrá-lo sobre um acordo pequenino que foi sacramentado no começo desse ano: a compra da Pixar pela Disney. Esse negócio, decisão do mais novo presidente da Disney, Bob Iger, que gastou a bagatela de US$ 7 bilhões para agregar o estúdio de Emeryville à folha de pagamento da monstruosa Casa do Mickey, foi considerado por muitos como “pagar 500 dólares por uma multa de 50”. Será que a Pixar merece tanto assim, alguns especialistas disseram? Essa série de vários filmes de sucesso parece que pede, cada vez mais, por uma bomba prestes a acontecer.

(Carros seria a última produção da parceria de sete filmes entre a Disney/Pixar (“Toy Story”, “Vida de Inseto”, “Toy Story 2”, “Monstros S/A”, “Procurando Nemo” e “Os Incríveis” foram os anteriores), e essa parceria começou a ser abalada quando o então presidente da Disney, Michael Eisner, disse a Steve Jobs, sócio majoritário da Pixar, que continuações não estariam no contrato… e Jobs disse que estariam, sim. E aí o caos tomou forma.)

Outros atentos e vorazes são os fãs de animação que, assim como eu, temem que a venda para a toda-poderosa Disney poderá colocar todo o processo criativo que a Pixar, durante esses 20 anos de vida completados em 2006 (falando nisso, parabéns!), construiu com tanta paixão. Tenho lido diversos artigos sobre esse processo, além de entrevistas com Lasseter, Ed Catmull (presidente da Pixar) e outros membros da equipe, e parece que todas as medidas necessárias para evitar com que o estúdio de Emeryville seja fagocitado pela máquina de produção de entretenimento que é a Disney hoje, foram tomadas. Agora é só esperar.

Seja como for todo esse bafafá sobre a empresa, o que importa é que “Carros” é um filme delicioso, divertido, para toda a família mesmo. Para aqueles que já pensam se é melhor ou pior que “Os Incríveis”, ou até mesmo que “Procurando Nemo”, parem por aí. Se alguma comparação tiver que ser feita, que seja feita a “Toy Story”. Lasseter tem uma maneira diferente de contar suas histórias, de criar seus personagens, e principalmente para quem essas histórias estão sendo contadas, o que já diferencia dos trabalhos dos diretores Brad Bird (Os Incríveis) e Andrew Stanton (Procurando Nemo). Pessoalmente, não sou um fã ardoroso de Toy Story; achou legal e ponto. Dito isso, ainda acho que Nemo e Incríveis oferecem muito mais do que Carros.

Isso não quer dizer que “Carros” fique devendo: a história é simples, mas muito envolvente; uma verdadeira homenagem aos veículos de todas as épocas, às viagens de estrada, aos road movies e às corridas, sem falar que é o primeiro filme do estúdio que bebe na própria fonte de referências – fique ligado, sempre há algum elemento que remete aos antigos filmes e curtas da Pixar nas imagens de “Carros”. Os personagens – desde o jeito metido a besta do carro de corridas Relâmpago McQueen até a teimosia do experiente Doc Hudson, sem falar na grande estrela do filme, o guincho caipira Mate – são um espetáculo à parte. E, claro, não poderia esquecer de dizer sobre a maravilha visual que o filme entrega – desde a corrida do começo do filme, à noite, com a pista toda iluminada (mostrando o trabalho primoroso do estúdio com as novas técnicas de iluminação e reflexo), até as belíssimas paisagens do deserto norte-americano – em uma fotografia belíssima. A dublagem da atriz global Priscilla Fantin para a personagem Sally ficou boa, cumprindo seu trabalho. Já a dublagem do ator e diretor Daniel Filho, que empresta toda a sua experiência para o personagem Doc, ficou muito boa, mas fiquei encafifado com as mudanças de tom em alguns momentos. Mas nada que incomode ou estrague a experiência, ainda mais tendo o grande ator Paul Newman como referência e objetivo (Newman é o dublador original do personagem).

Resumindo, vá sem medo. É um animado da Pixar. Para aqueles que não são tão fãs, pense no filme como pizza fria, sabe? Até quando é ruim é bom, entendeu? E para os fãs e entusiastas de animação e cinema: estamos entrando em uma nova era. Fiquem de olhos bem abertos para os próximos passos da Disney/Pixar, porque acredito que os próximos anos trarão novidades bem interessantes… e sim, eu sou otimista.

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