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Artigo adicionado em 14/11/2005, às 11:58

DIGITADOR #03
O Rock te afasta dos quadrinhos LEIA TAMBÉM: Digitador # 02: a Revista KAOS é o tema Digitador # 01: afinal, do que se trata essa coluna, mesmo? “Hector, tu vai no Uízer? Tu vai no Islipínóti? Tu vai no Reiveonétis? Tu vai no ChikChikChik? Tu vai no Istroques? Tu vai na Mia? Tu vai […]

Por
Os Master


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Digitador # 01: afinal, do que se trata essa coluna, mesmo?

“Hector, tu vai no Uízer? Tu vai no Islipínóti? Tu vai no Reiveonétis? Tu vai no ChikChikChik? Tu vai no Istroques? Tu vai na Mia? Tu vai na Êivriu?” [até isso me perguntaram]

Não.

Primeiro porque ando bem duro, no mau sentido. Quer dizer, já estive mais, agora estou traduzindo legendas de DVD. Segundo porque tô fazendo Quadrinhos. E essas coisas tão relacionadas… atualmente estou é mesmo num estado muito zen sobre todos os shows que perdi e ainda vou provavelmente acabar perdendo este ano. Bem que os produtores de shows maiores podiam espalhar melhor a agenda, tem muita coisa no segundo semestre e não há Cri$to que agüente.

Mas em geral o Rock te afasta da HQ. Sabe, quadrinistas vivem duros, sem grana pra show e tal. E tem uma hora que precisam ficar no computador/prancheta noite adentro ao invés de ir badalar. Faz parte.

Acompanhe meu raciocínio – porque antes de tudo escrevo isso pra botar as idéias em ordem na minha cabeça – e veja que: pra muitos, “Histórias em Quadrinhos” tem um “inho” no final e evoca algo feito de e por pessoas infantilizadas. Só que HQ é coisa séria. Muito séria. Séria pra caralho. Pelo menos pra mim. Nem sempre foi assim.

Já deixei de ver shows por ter que correr com algumas coisas atrasadas, roteiros etc, coisas que me impus fazer. Mas também já furei muito com amigos com quem fiz projetos, marquei toca, pisei na bola, todas essas expressões suspeitas de vestiário, porque coloquei outros interesses na frente dos bois. Muitos deles ligados ao Rock, ou por simples enrolação-procrastinação.

É FÁCIL… QUANDO SE SABE

Há pouco tempo acompanhei o 3º Curta Santos, um festival local de curtas-metragens. Tinha muita, muita porcaria. Talvez assim que tenha de ser, afinal em qualquer mídia só uma minoria é boa de verdade. Mas, conversando a respeito com o Guilherme [um camarada que fez um clipezinho premiado nesse evento] e pensando como seria se a gente fizesse um curta, concluímos que sai tanta merda porque todo mundo acha fácil fazer.

Você pega um filme de que não gosta, uma HQ de que não gosta, uma música de que não gosta e diz FAÇO MELHOR. Não faz. Não gosto da expressão “não gostou? faz melhor” mas pensa nesse caso. Melhor você não faz, porque é difícil. Fazer pior é bem mais fácil. Isso não valida toda e qualquer obra automaticamente só pelo trabalho que o autor teve, o que interessa é o resultado da coisa, seu valor como Entretenimento e Arte.

Tudo isso, amiguinhos, pra dizer o seguinte: faz quem quer. O tempo, a prática, a experiência é que vão fazer de você um bom artista, advogado, jornalista etc. Mas tem que fazer.

BOA NOITE, MEU NOME É HECTOR… E SOU UM PROCRASTINADOR ANÔNIMO

Como já cansei de falar e não fazer, essa coluna demorou muito além do que devia – fora minha desorganização – pelo fato de eu não querer entregá-la antes de acabar um roteiro urgente, a primeira aventura do herói MAJOR US, pra um desenhista camarada e compromissado mandar bala; mais a respeito desse projeto quando for a hora.

Depois desse roteiro, tô lutando contra mim mesmo [é a melhor expressão nesse caso] pra finalmente acabar o DESPERTAR VERDE, uma idéia de Ficção Científica que tive há muitos anos e só agora tive vergonha na cara pra fazer. Se bem que foi melhor ter feito agora que na época, tá saindo mais legal.

Só sei que depois de muita enrolação engatei num ritmo auto-imposto e fui martelando o teclado diariamente até essa pomba sair. E saiu legal, porque fiz com gosto. Eu QUIS ver aquilo pronto o quanto antes.

Essa parada de rotina pra freelancers é complicada, poucos são os que conseguem se organizar e se incentivar pra realmente equilibrar todos os pratos que no fim do mês – espera-se – vão se transformar em contas pagas.

Não lembro qual escritor profissional agora que disse em uma entrevista que seu ritmo de trabalho era o clássico “uma página por dia”. Que é fantástico, dá mais certo programar poucas coisas para um dia que mil coisas para a semana que nunca ficam prontas.

Agora desse eu lembro: o velho tio Steven Grant, que não acredita em bloqueio de escritor e sim em desinteresse pelo que se está escrevendo, disse uma vez que “a gente só faz o que quer, se não fez é porque não quis e não foi conveniente”.

O RAP É COMPROMISSO

Vamos ser honestos, é bem por aí. Esse meu objetivo maluco, coitada da minha namorada, de viver de Quadrinhos é difícil pra cacete – mas não impossível. Mas tem de querer. Isso envolve fazer certos sacrifícios em prol da satisfação orgástica de ver um roteiro pronto.

É muito cansativa essa rotina de logo depois disso vir a brochada de não ver o roteiro desenhado. Você corre atrás de desenhista – caso já não tenha um engatilhado antes de acabar o roteiro – e depois de um tempo o cara some com pouco ou nada produzido [na maioria dos casos é o que rola].

É porque no fim das contas ele não quis fazer mesmo. Se quisesse tinha feito. Mesmo com problemas pessoais, casamento, bicho no veterinário, vestibular, trabalho da faculdade, hora extra no trabalho, falta de trabalho [hehe], unha encravada, falta de namorado[a], ejaculação precoce etc etc. Se você quer aquilo pra si tem de arrumar um tempo pra fazer, não importa.

Se não fez, repito, é porque não quis. Não é mais complicado que isso. Eu sei porque já me enganei muito. Hoje em ia dou risada quando vejo alguns desenhistas loucos pra trabalhar no mercado industrial americano de HQ. Isso eu também quero, mas olha só, os aspirantes nãoconseguem fazer 10 páginas POR ANO, imagina 22 por mês.

“Ah, mas só vou fazer a ilustração de capa”. Então come mais arroz e feijão, filho, cê precisa fazer um nome no meio. “Ah, mas vou trabalhar pro mercado europeu, só exigem de você 48 paginas por ano/semestre pra cada álbum”. E quantas você fez ano passado, bonitão?

SE QUER, QUER; SE NÃO QUER, TEM QUEM QUER

Não precisa ir muito longe, é só dar uma olhada nos sites de notícia – começa aqui pel’A ARCA – pra ver quem tá produzindo pra fora. Seja HQ mais autoral ou com personagem de editora, se você não tem o mínimo de tesão pelo que tá fazendo não vai sair. E todos os motivos citados acima vão cair perfeitamente bem como meras desculpas pra você não fazer o que devia ter feito. Sem tesão não há solução, como dizia o Roberto Freire [o do tapa-olho, não o deputado].

Não sei se você viu por aí, mas tô acabando de editar o BIZARRE BRAZIL, uma coletânea de 10 HQs de Terror, Suspense e Ficção feitas por autores brasileiros [e um mexicano] pra tentar lançar na gringa pelo Night Office. Cheguei nos caras e pedi histórias prontas dentro desse gênero, pra não ter aquele trabalho chato de cobrar páginas anda não feitas por ninguém.

E olha só, quase todos os caras que sondei tinham material na gaveta ou que já tinha saído em alguma publicação menor. Eles fizeram, poxa, tiveram tanto interesse e amor ao próprio trabalho que fizeram – a maioria sem saber se aquilo sequer ia sair em algum lugar depois. Não importa o motivo, as HQs tavam lá, prontinhas. Resultado!

Veja que isso é um dedo na cara alheia – ou em algum orifício de sua preferência – tanto quanto é na minha… estamos todos nesse barco. A diferença é o quanto cada um tá disposto a remar. Bom, se não der certo posso tentar a carreira de palestrante motivacional como Lair Ribeiro, as metáforas vomitativas eu sei bolar.

ISSO SÓ PODE SER O… FIM!

A coluna tá grande, então vou deixar as resenhas de HQ pra seguinte, quem sabe recheada só disso.

Enquanto isso, leia minhas impressões pentelhas do filme JOGOS MORTAIS 2 no meu site, dance pelado ao som do disco de estréia do Cansei de Ser Sexy e volte sempre.

Beijo do Magro!

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