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Artigo adicionado em 21/09/2005, às 05:54

OS GATÕES – A SÉRIE DE TV
YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE-HA!!!! Veja mais: :: Crítica: Os Gatões: Uma Nova Balada :: As séries de tv que invadem os cinemas No dia 26 de janeiro de 1979, a Warner colocou no ar o piloto de uma série chamada The Dukes of Hazzard apenas como teste. Era apenas uma das várias opções que a produtora tinha para […]

Por
Emílio "Elfo" Baraçal


Veja mais:
:: Crítica: Os Gatões: Uma Nova Balada
:: As séries de tv que invadem os cinemas

No dia 26 de janeiro de 1979, a Warner colocou no ar o piloto de uma série chamada The Dukes of Hazzard apenas como teste. Era apenas uma das várias opções que a produtora tinha para levar adiante. Graças ao bom Deus, o episódio, chamado “One Armed Bandits”, estourou de forma totalmente inesperada, obrigando seus executivos e sua equipe de produção a voltarem imediatamente ao trabalho, já que só havia um episódio gravado. E só gravaram um pensando meio que naquelas: “Ah, não vai fazer sucesso. Agora que já gravamos mesmo, passa aí!”.

Porém, viram que a audiencia mostrava outra coisa, hehe…

Aqui no Brasil, a série ficou conhecida pelo sofrível nome de Os Gatões e foi transmitida pela Rede Bandeirantes

A cidade de Hazzard parece pacata, onde tudo está bem, como em toda cidadezinha esquecida pelo tempo no interior dos EUA. Porém, se você acha que lá não tinha corrupção e coisas do gênero, você se engana. Comandada pelo asqueroso e ganancioso Chefe Hogg (vivido por Sorrell Booke), a cidade nunca iria progredir, pois ninguém tinha o poder e a audácia de desafiar alguém tão rico e valentão.

Ninguém, a não ser os Dukes.

Os Dukes são uma família que tira um lucro extra (na verdade, o “sustento oficial” é sua fazenda) com uísque clandestino. Tal uísque fabricado por Jesse Duke (o sempre bonzinho Denver Pyle), uma velha raposa que já perdeu a conta de quantas enrascadas já passou na vida, sendo, como dizem por aí, “macaco velho”. E é Jesse que tem em seus sobrinhos Bo (o loiro John Schneider) e Luke (o moreno Tom Wopat) seus entregadores, que fazem de tudo para atendar a demanda dos pedidos relativos ao uísque, sempre usando um singular Dodge Charger RT 1969 laranja apelidado de “General Lee”.

O por quê do apelido? A caranga tem pintada em seu teto a bandeira dos Confederados (o histórico General Lee era um militar da época da Guerra Civil Americana) e um “01” em suas portas (que por sinal, eram soldadas, sempre fazendo com que os mocinhos tivessem que entrar e sair pela janela) e tinha uma buzina que tocava as notas iniciais do hino confederado, Dixie. Aliás, graças ao sucesso da série, tal buzina que já vendeu barbaridade, podendo ser encontrada até hoje em lojas dos EUA e Canadá. O carro tinha motores que variavam do nosso conhecido 318-V8 até os famosos Magnum V-8 440. O original usado no episódio piloto da série tinha o interior bege e câmbio automático com alavanca no assoalho e motor 440. O carro era um dos campeões no recebimento de cartas dos fãs (um carro receber cartas, olha o nível disso!!!), possuindo ainda hoje legiões e mais legiões de fãs em todo o mundo.

Mais de 400 raros Dodge Charger foram usados no seriado “Os Gatões”. A Warner tinha contatos espalhados por todos os Estados Unidos, procurando os Charger 69 para o filme. Sempre que encontrava algum, deixava o tradicional bilhetinho no pára-brisas perguntando ao dono se este tinha interesse em vendê-lo. Desse jeito, nada menos que cerca de 200 carros foram adquiridos durante a produção da série e a maioria deles terminou seus dias retorcido num ferro velho, danificados após as inesquecíveis cenas de saltos que o General Lee protagonizava.

Sobre os rapazes: Bo é um rapaz aventureiro, tímido, simpático e boa pinta, que tem uma amor sobre-humano pelo General Lee. Seu sonho é tornar-se piloto profissional de corridas. Já Luke é encrenqueiro, mulherengo, inconsequente e tem o dom de atrair confusão.

E em todo dia de entrega, os Dukes desafiam a lei, fugindo da polícia e causando dor de cabeça para o Chefe Hogg, que nunca consegue pegá-los no flagrante. E é nesse jogo de medir forçar que cada lado tem seus aliados. Do lado dos Duke, temos a prima de Bo e Luke, a gracinha chamada Daisy Duke (a curvilínea Catherine Bach), famosa garçonete da redondeza e principal arma dos dois na hora de conseguir alguma informação de algum caipira que fica babando por suas curvas. Mas… se o carro está sempre nos pegas contra a polícia, quem conserta seus danos? É aí que entra o sempre simpático mecânico Cooter (o simpático Ben Jones).

Do lado de Hogg temos o sempre trapalhão Xerife Rosco P. Coltrane (na interpretação hilária de James Best). Este só quer dar uma de valentão, gostosão e só consegue piorar a situação para o lado de Hogg. E se você acha que ele é o único, Rosco uma dupla de assistentes, Cletus (vivido por Rick Hurst) e Enos Strate ( Sonny Shroyer). E os dois sempre ficam a comer a poeira deixada pelo General Lee.

Logo no primeiro episódio, que mostra toda a essência do que viria, vemos algumas das características marcantes que ficariam na memória dos fãs, como por exemplo, no momento em que Bo e Luke foram presos. Depois de muita confusão, eles conseguiram a liberdade mediante a promessa de seu tio Jesse de que os garotos se comportariam bem dali por diante. Entre outros, foram proibidos de portar armas de fogo, razão pela qual aderiram ao arco e flecha, às vezes com dinamite acoplada, utilizadas para amedrontar, nunca para matar.

As melhores cenas do seriado eram exatamente quando os carros da policia aceleravam atrás do General Lee pela cidade. Os saltos do carro dos Dukes eram impressionantes e vê-lo resistir aos pulos sem ser danificado era hilário! Quase sempre no meio das perseguições o narrador (você acha que esqueci do “Baladeiro”, interpretado pelo cantor country Waylon Jennings, que também canta o tema de abertura?) interrompia para os comerciais e fazia uma pergunta que causava suspense, enquanto víamos a imagem pausada.

A Warner Bros. já perdeu até as contas de quanto já faturou na venda dos direitos de imagem da série e de seus personagens. Empresas de ponta do mercado mundial como a “Racing Champions”, “ERTL”, “Mego”, “UNISONIC”, dentre outras, lançaram e lançam ainda hoje inúmeros produtos de merchandising – que esgotam em poucos dias nas lojas de miniaturas – video games e brinquedos dos Estados Unidos, Canadá e México.

Foram produzidos 154 episódios e até um “remake” para cinema, tamanha a insistência dos fãs junto a Warner Brothers. Em 1997 foi ao ar um especial chamado “The Dukes of Hazzard: Reunion” onde todo o elenco aparecia novamente interpretando os seus antigos personagens. E se você acha que esse foi o último, engana-se, pois do elenco que ainda está vivo, todos eles se reuniram em “The Dukes of Hazzard: Hazzard in Hollywood”. A Warner Bros e a Hanna-Barbera produziram a versão em desenho animado de Os Gatões com 20 episódios, com as vozes fornecidas pelos próprios atores do elenco original.

Dos episódios produzidos, 18 não foram ao ar com os Dukes originais (Bo e Luke). No quinto ano da série, os atores Tom Wopat e John Schneider deixaram o elenco e foram substituídos pelos atores Byron Cherry (como Coy Duke) e Christopher Mayer (como Vance Duke). Estes atores também conquistaram seu espaço. O motivo dos atores originais terem deixado a série foi uma disputa salarial com a Warner Bros., que não queria pagá-los uma porcentagem na participação das vendas de produtos de “merchandising”. Os atores processaram a Warner e vice-versa. A Warner processou os atores por quebra contratual e eles chegaram a um acordo amigável.

E como estão os atores principais da série hoje? Vamos a eles:

John Schneider: bom, depois da série e de trocentos papéis em várias séries de TV onde sempre fazia participação especial e os já dois citados filmes que reuniram o elenco, Schneider pode ser visto hoje em dia como Jonathan Kent, o pai adotivo de Clark Kent na série Smallville.

Tom Wopat: depois de “Os Gatões”, fez breves aparições em séries como Home Improvement e Murder, She Wrote. Além disso, possui uma sólida carreira musical, com nove álbuns já lançados, inclusive o mais novo foi lançado em 2005, chamado Dissertation On The State Of Bliss. E se você acha pouco, na adaptação de Chicago (sim, aquele mesmo com Catherine Zeta-Jones) para teatro, ele interpretou Billy Flynn, papel que foi de Richard Gere no cinema. Isso, entre outras peças que ele participou ao longo dos anos.

Denver Pyle: ele era um ator veterano e tinha aparecido em incontáveis filmes de televisão antes dos Dukes. Um de seus ultimos trabalhos de sucesso foi em 1994 com Mel Gibson no filme Maverick no qual ele fazia um jogador velho. O último aparecimento de Denver nas telas foi no filme “Reunion in Hazzard”, em abril de 1997. No dia 12 de dezembro de 1997, ele recebeu uma estrela na calçada da fama em Hollywood. Menos de duas semanas depois, 25 de dezembro, Denver faleceu depois de uma longa batalha contra um câncer pulmonar. Uma pena…

Catherine Bach: depois da série, chegou a fazer apenas alguns poucos filmes, mas nenhum de muita expressão.

James Best: tem participado de eventos e ocasiões especiais ligadas à série. Além disso, só chegou a fazer três filmes: Finders Keepers, Death Mask e House of Forever.

Sorrell Booke: fez várias dublagens para desenhos animados, inclusive um chamado Chantecler, de Don Bluth. Faleceu de câncer em 1994, logo após completar 64 anos.

Fatos sobre o General Lee, a grande estrela da série:

A escolha de um Dodge Charger 69 como o carro de corrida (ou não) dos Dukes era quase coincidente. O produtor executivo Paul Picard e o criador da série Gy Waldron tiveram em mente carros dos anos 60. Porém, a escolha final foi feita quando o chefe de transportes do estúdio mostrou para eles o Charger 69.

A buzina da música “Dixie” foi colocada quando Picard e Waldron, que estavam dirigindo ao longo de uma estrada da Geórgia para filmar os primeiros episódios do espetáculo, ouviram a buzina em um carro que estava passando. Eles perseguiram o carro, e convenceram os jovens a vender a buzina musical. Depois eles descobriram que pagaram cinco vezes mais o preço atual da buzina que era um artigo catalogado que poderia ser comprado em quase qualquer loja de auto-acessórios da época.

Foram armazenadas caixas com pesos de chumbo nos eixos durante os saltos para equilibrar o peso da máquina, assim impedindo que o carro virasse ou capotasse no ar. Aproximadamente 500-600 libras de lastro eram usadas para saltos pequenos; 1000 libras para saltos grandes.

Durante o início da série que virou um espetáculo, o General Lee recebeu mais de 30.000 cartas de fãs por mês. Muitas cartas pediam autógrafos (!!!!) e fotos do General e dos atores também.

Dos 85.000 Dodge Chargers 1969 vendidos pela Chrysler Corporation, mais de 400 foram usados em “The Dukes of Hazzard”. Paul Baxley, o coordenador dos saltos da série disse: “Uma vez que um carro saltou, este está acabado. O choque do impacto destrói a integridade estrutural do carro completamente, até mesmo se não há nenhum dano visível. Nós não usamos o carro nenhuma vez mais depois de um salto. Se o salto não saísse da primeira vez direito, nós fazemos isto novamente com outro carro”.

E pra terminar… YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE-HA!!!!!!!!!

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