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Artigo adicionado em 22/09/2005, às 05:34

Crítica: OS GATÕES – UMA NOVA BALADA
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Por
Os Master


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“Just the good ol’ boys… never meaning no harm… beats all you never saw, been in trouble with the law since the day they was born…”

É, forasteiro… aqui no Condado de Hazzard as coisas são bem calmas… geralmente! Claro, o rebanho está manso, o comércio continua na mesma e… aqui todas as pessoas se conhecem e fazem questão de cumprimentar umas às outras. E digo que “geralmente” as coisas são calmas sim… mas apenas se seu sobrenome não é Duke!

Aposto uma catalogada que alguém da cidade grande como você nem faz idéia de como achar Hazzard no mapa, não? Ok, ok, apenas siga as sirenes. Se ouví-las, é melhor sair do caminho com sebo nas canelas, pois provavelmente o General Lee passará por você como uma garanhão em busca de uma égua para… para… você entendeu!

Hã… que cara é essa, rapaz? Não tá pescando nada pelo visto. Bem vamos lá…

O Condado de Hazzard fica em algum lugar onde o Sol custa a aparecer no interior do estado da Geórgia, bem ao sul do Tio Sam, iluminado apenas pela presença de algumas ilustres figuras quer insistem em, graças ao bom Deus, criar diversão suficiente para que a vida por estas bandas não fique tediosa. Pra começar, temos os primos Bo e Luke Duke. Não há dia em que estes dois não criem caso com a polícia. Bo é ingênuo e só tem olhos para o General Lee. Não, não pense besteiras, por favor.

General Lee é um Dodge Charger 1969 laranja com a bandeira dos Confederados em seu teto e com portas soldadas marcadas pelo número 01. E é esse mesmo número que não sai das colocações que o carro consegue em várias corridas por aí. E devo lhe dizer, guri, que nada feito de quatro rodas é mais rápido que o General Lee.

Bom, perdi um pouco o fio da meada, não? Ok, ok, é a idade. Acompanhando Bo, temos Luke. Este é um problema. Quer dizer… os dois são problemas, mas é Luke que tem a capacidade indiscutível de arranjar problemas. Parece que ele tem o fogo no rabo. Ou em outra coisa, se levarmos em conta que seus problemas, em grande parte, comecem com um belo rabo de saia. Mas… fora isso, o que fazem de tão ruim?

“Aposto uma catalogada que eu não quebro uma só garrafa até escaparmos da polícia!”

Pra começar, contrabandeiam bebida alcóolica. Mas não diga a ninguém que eu te contei isso, caso contrário persigo tua carcaça até os confins do inferno. E eu posso fazer ainda pior se isso chegar aos ouvidos do Xerife Rosco P. Contrane. Ele é mau. É a encarnação do pior valentão do campo que puder imaginar. Ele só é assim devido à maldita estrela dourada que carrega no peito.

Por falar em peitos, rapaz… e aquela Daisy Duke, hein?

Tá bom, não vou perder o fio da meada de novo. Mas ainda assim, daqui a pouco já falo dela, tá?

“Ele é a ordem por aqui, sempre esperando um deslize dos Duke para agarrá-los como um lobo em cima dos cordeiros…”

Então… o xerife Rosco é o cupincha (ou melhor, capacho) do Chefe Hogg, o maior canalha que uma cidadezinha como a nossa poderia gerar. Rico, poderoso, narcisista e um pé no s%#*&!!! Ele e o xerife fazem de tudo pra criar caso com os Duke, que criam caso com a polícia, que criam caso com… bem, você entendeu o rolo.

Bem, o sonho de Bo sempre foi ser piloto de corridas. E uma está prestes a acontecer logo agora e com dinheiro de quem? Sim, ele mesmo, o Chefe Hogg em pessoa. Porém, o tal vida boa aí consegue dar um jeito de deixar o General Lee em um estado deplorável, fora que armam uma arapuca para incriminar o Tio Jesse e os rapazes. Como? Não falei do tio Jesse ainda? Rapaz… eu era bom contando histórias nos anos 70… mas ok, não vai ser nenhuma ruga ou senilidade que vai deixar este humilde narrador sem contar as peripécias que meninos danados como os Duke fizeram para sair desse mato sem cachorro. Enfim, o tio Jesse é o responsável por Bo e Luke. Eles já estão crescidinhos demais, mas com garotos como eles, nunca é demais dar um belo dum puxão de orelha de vez em quando. Porém, se pensa que Jesse não está nesse rolo, pode tirar seu cavalinho da chuva, pois é ele mesmo que fabrica as bebidas contrabandeadas pela dupla. Mas vamos voltar ao problema principal…

“Por quê o Boss Hogg quer o rosto dele em seu carro, Billy?”

Sem o General Lee e presos. Será que é dessa vez que as coisas ficam realmente tediosas por aqui sem os Duke? Eu creio que não. Além de escaparem da cadeia, consertarem o General Lee com o sempre disponível e boa gente Cooter, mecânico da dupla e companheiro de artimanhas, Bo e Luke ainda roubam o cofre do Chefe Hogg, onde acredita-se, é o local onde a raposa velha esconde todos as suas cartas marcadas.

E ao que tudo indica, Billy, um nativo de Hazzard que se deu bem na cidade grande com corridas, voltou à cidade só pra tirar de Bo o título de melhor corredor dessas bandas. O mais estranho é que Billy é o garoto de ouro de Hogg, contando até com o rosto do cabra da peste no carro dele. Por quê? Ao que tudo indica, essa corrida cheira a pepino… e dos grandes! E tudo para o lado dos Duke. Com certeza aquele cofre que roubaram esconde tudo. E é com a descoberta de seu conteúdo que Bo e Luke darão o troco no fanfarrão com seu ás na manga. Ou como dizem por aqui, “plano B”.

“Quando as coisas apertam assim, só tem uma saída: plano B!”

E o plano B conta com a participação da sempre formosa Daisy Duke, prima de Bo e Luke. Quer saber por quê falo tanto dela? Faz o seguinte… segue essa estrada aqui até chegar numa bifurcação. Pegue o caminho da esquerda, passe pela morada do esquisitão Sheev e depois vire à direita e siga uns 3 quilômetros. Você dará de cara com o Boar´s Nest o maior (e único) bar dessas pradarias. E lá você a encontrará. Mas um conselho: jamais, mas jamais mesmo cutuce a onça com vara curta. Não entendeu? Tudo bem. Passar pela mão de Daisy é como um batismo por aqui, rapaz, e não estou falando de ficar a sós com a moçoila no meio do feno que fica em algum canto de seu celeiro. Se quiser descobrir, fique por sua conta e risco. Mas uma coisa é certa: batizado ou não, sempre podemos contar com aquela visão maravilhosa. E é ela que costuma pescar as maiores informações e segredinhos que costuma ouvir por aí ou tirar do idiota do Enos. Quem é esse? Um policial que não serve pra nada além de ser o dedo-duro de Hogg. Nada com que se esquentar a pestana. E é aí, com tudo isso e todas as informações que, no meio de uma escapadela ou outra, o plano B começa.

“Apenas dois bons rapazes…”

Há muito tempo atrás, quando o galo ainda cantava grosso e o vento fazia curva, eu dava uma de bandoleiro e contava as peripécias desses dois. E eis que dessa vez eles reaparecem, mas com rostos diferentes. Com um violão nos meus braços e palavras saindo da minha boca mais rápidas que chumbo da arma de Rosco, eu costumava ter uma vida bem movimentada. Sim, sim, me lembro… lá pelos idos de 1979.

E o fato é esse: eles tinham que ir parar naquela telona grande que vocês tanto vêem aí na cidade grande. O quê? Não, não… os Dukes originais estão velhos. Sabe como é, para contar as histórias dessas lendas do campo, precisamos atualizar mais as coisas. Essa geração televisão aí de hoje nem deve saber o que são os confederados. Mas isso não importa.

* ptuu *

O que importa é que agora a audiência é maior e que a história deveria ser passada adiante. Sabe, esse lance de geração para geração. Mas como toda história contada por terceiros (ou no meu caso, um velho e senil narrador), as coisas tomaram um rumo um pouco diferente. Vou dizer que fiquei feliz sim em me chamarem para narrar as aventuras da dupla novamente. O filme carrega o espírito de quando só escutavam minha voz na TV? É, devo dizer que o resultado não só ficou bom como ficou supimpa. O que é “supimpa”? Bom, acho que você entendeu.

Eu queria mesmo é ter visto os originais de novo em ação. Aí, como estão velhos, tiveram a idéia de chamar uns rostinhos bonitinhos aí de Hollywood para encarnar todas essas velhas lendas caipiras que te apresentei até agora. Um tal de Seann William Scott sentou-se na caranga que é o General Lee para tentar mostrar a vocês engomadinhos como era Bo Duke. E o mulherengo do Luke? Veio um pirado de um Johnny Knoxville para dar novo rosto a ele. Devo dizer que ambos superaram minhas expectativas, viu? Nada mais justo.

Já esse “novo” (ok, me perdôe a piada) Tio Jesse é bem… espirituoso. Não tem a mesma voz possante do original ou a presença do mesmo, mas ficou extremamente bem representado, devo dizer. Parabéns a Willie Nelson, um veterano cantor de country music e amigo deste que vos narra. Ninguém melhor do que ele para tentar capturar ao menos a essência do que realmente foi o tio Jesse.

Daisy Duke? Uma tal de Jessica Simpson para vestir aquele shortinho? Ok, ok, essa é injusta. Ninguém assanhou tantos os adolescentes e marmanjos em Hazzard do que ela, a original. Essa tal de Jessica não-sei-o-quê até que é bem… apessoada. E tomara que a Daisy não me pegue elogiando essa Jessica, caso contrário, a cobra vai fumar para o meu lado. Mas quer saber? Creio que ela deve ter ficado feliz com a “performance” dessa tal Jessica aí.

Chefe Hogg. Por quê tenho que falar de canalhas? Porque eles são divertidos. Afinal, se não tivesse caras como ele, como seria chata a vida dos Duke. E a nossa. Esse… (como é o nome?) Burt Reynolds não tem o visual do verdadeiro Chefe Hogg. E nem consegue ser tão irritante. Tá certo, ele se esforça, ele tenta e até fica bem nesse filme. Mas vai ter que comer muito feijão com arroz se tiver que chegar a ser tão irritante quanto a velha raposa que nos divertia há umas décadas atrás.

Xerife Rosco? Esse novo aí, um tal de M.C. Gainey, é até mais ameaçador do que esse Burt qualquer-coisa. Mas ainda assim, dá pro gasto. E chega a dar trabalho. Enos? Esse “novo Enos” aí está mal caracterizado, isso sim. Meu sobrinho de 2 anos seria um “Enos” muito melhor do que esse cachorro caído de caminhão de mudança aí. O ator? O nome dele é Michael Weston. O fato é que ele não serviu pra coisa, tenho dito.

E esse diretor aí? O nome dele é Jay Chanzrj…. Jay Chandlkar…. eita, nome complicado. Vamos lá, devagar, agora eu acerto: Jay Chandrasekhar. É, é isso aí… acho! Bem, enfim, o fato é que… eu fui com a cara dele. Ele comandou tudo direitinho, viu forasteiro? Gostei bastante do trabalho dele. Não deixa a peteca cair um segundo e é movimentado do começo ao fim. Confesso que meu ego sulista não deixaria de citar que eu, conhecendo a história dos dois, faria um trabalho melhor, mas isso, é mero detalhe.

Mas… se com excessão do trio principal todos estão… digamos, inferiores aos originais, o filme em si, é bom? Só tenho uma palavra em mente pra você, forasteiro: Yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee-HA!!! – é arrasador, é supimpa, é… bem, você entendeu. Se quiser um conselho de um velho senil, vá e assista. Vale cada centavo de seu mísero bolso. O caso é que, deixa eu te contar… o conjunto, como um todo funciona muito bem. A palavra que manda nisso tudo, como não poderia deixar de ser no caso dos Duke é: diversão. Assista. Divirta-se. E tenha inveja de que eles tem o General Lee. E você, não.

E quando o filme acabar, não levante de sua poltrona, amigo. Tem os famosos erros de gravação.

“Eu fico olhando para os peitos dela e ela que erra a fala!”

Uma das melhores coisas dessa produção aí são os erros de gravação. Claro, é tudo muito engraçado e divertido, mas que dá muita pena do General Lee, ah, isso dá. Nem vou comentar muito pra não estragar a surpresa. Recoste-se no banco e curta cada momento.

Curiosidades:

– Jessica Simpson bateu concorrentes como Britney Spears, Mandy Moore e Jessica Biel para ficar com o papel de Daisy Duke;

– Um dos “Generais Lee” originais do seriado foi usado no filme, mas só para tomadas de close, totalmente imóvel. Claro, os caras não queriam danificar um dos originais.

– Por falar no General Lee, 26 é o número de cópias do carro usadas durante as filmagens. Só dois sobraram inteiros. Se duvida, dê uma olhada nos erros de filmagem pra se ter uma idéia.

Paul Walker e Asthon Kutcher chegaram a serem levados em consideração para serem a dupla principal. Anthony Anderson foi uma das opções para ser o Chefe Hogg.

— Ficha técnica
Os Gatões – Uma Nova Balada (Título original: The Dukes of Hazzard) / Ano: 2005 / Produção: EUA / Direção: Jay Chandrasekhar / Elenco: Johnny Knoxville, Seann William Scott, Jessica Simpson, Willie Nelson, Lynda Carter e Burt Reynolds / Roteiro: John O´Brien / Música: Nathan Barr

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