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Artigo adicionado em 04/08/2005, às 09:33

HAYAO MIYAZAKI: Biografia
Walt Disney japonês? Sim e não LEIA MAIS: :: Crítica: O Castelo Animado :: Os principais animados do diretor :: Diana Wynne Jones: entrevista exclusiva! :: E mais: Srta. Ni tem medo de animes! É uma pena que os trabalhos do grande animador e diretor japonês Hayao Miyazaki são ainda pouquíssimo conhecidos no Brasil. E […]

Por
Paulo "Fanboy" Martini


LEIA MAIS:
:: Crítica:
O Castelo Animado
:: Os principais animados do diretor
:: Diana Wynne Jones: entrevista exclusiva!
:: E mais: Srta. Ni tem medo de animes!

É uma pena que os trabalhos do grande animador e diretor japonês Hayao Miyazaki são ainda pouquíssimo conhecidos no Brasil. E justo ele, que é apelidado como o “Walt Disney japonês”, devido à qualidade de sua animação, às histórias cativantes e também a adoração às crianças. Como ainda pouco se conhece sobre esse ícone da cultura japonesa e que só agora o público brasileiro começa a conhecer melhor seus filmes – A Viagem de Chihiro foi lançado por aqui em 2003, e O Castelo Animado acaba de chegar nas telonas tupiniquins – então gostaria de ter a honra de contar um pouquinho sobre a vida desse animador que com certeza está no panteão dos maiores, junto com outros mestres como Tex Avery, Chuck Jones, John Lasseter, Ub Iwerks e Walt Disney, entre outros.

Hayao Miyazaki nasceu no bairro Akebono, subdistrito Bunkyo, na cidade de Tóquio, em 5 de janeiro de 1941. Segundo dos três filhos de Katsuyji Miyazaki e sua esposa. Em plena Segunda Guerra Mundial, o pai Hayao trabalhava em uma fábrica, a Miyazaki Planes, de propriedade do tio do animador e irmão de Katsuiyki, que construía lemes para aviões. A mãe de Miyazaki era uma mulher muito reservada e inteligente: Shirou Miyazaki, irmão mais novo do animador, comentou uma vez que a personagem Dola, de Laputa: Castle in the Sky, lembrava muito sua mãe, não pelo visual, mas pela personalidade.

A grande guerra vez com que a família de Miyazaki se mudasse, entre 1944 e 1946, para as cidades de Utsunomiya e Kanuma, no estado de Tochigi, aproveitando que a fábrica da Miyazaki Planes ficava em Kanuma. Com isso, Hayao acabou estudando em diversas escolas: entre 1947 e 1949, estudou em uma escola em Utsunomiya; em 1950, estudou na Escola Omiya, no bairro Suginami, em Tóquio, pois sua família havia voltado para a cidade; e, em 1951, entrou na Escola Eifuku, onde se formou no ensino elementar, em 1955.

Essa foi uma fase muito complicada da vida do pequeno Hayao, pois sua mãe passou por uma doença – tuberculose espinhal – que a deixou de cama por nove anos! Além disso, ela passou os primeiros anos da doença em um leito de hospital. Meu Vizinho Tororo, um dos longas mais conhecidos do diretor, é uma homenagem a essa fase de sua vida, tanto é que muitos críticos consideram esse animado como autobiográfico.

:: O PRIMEIRO ANIME A GENTE NUNCA ESQUECE

Miyazaki cursou os dois primeiros anos – 1956 e 1957 – do colegial na Escola Omiya, e o último ano (1958) na Toyotama High. E é exatamente durante seu último ano de colegial que Hayao assiste o primeiro longa-metragem animado colorido do Japão, Hakuja Den, dirigido por Yabushita Taiji, uma produção da Toei Animation (Toei Douga), e fica interessado em animação. Sua experiência com desenhos se resumiam a diversas artes de aviões e aeronaves (influenciado pelo trabalho do pai) mas nunca havia se preocupado em desenhar pessoas, o que o deixou meio preocupado.

Após se formar na Toyotama High, Hayao ingressou na Universidade Gakushuin no curso de economia, em 1959. Lá, participou de um “clube de pesquisa de literatura infantil”, algo bem parecido com um grupo de fãs de quadrinhos. Miyazaki se forma com habilidades em Ciências Políticas e Economia em 1962, e logo após consegue um emprego na Toei Animation.

:: O INÍCIO DA CARREIRA

Em 1963, depois de três meses de treinamento, Hayao começa a trabalhar na Toei como intervalador (responsável pela parte mais importante da animação, que é animar com as guias enviadas pelos animadores-chefes, ou key animators). Seu primeiro trabalho é no longa-metragem Watchdog Bow Wow. Ao terminar o trabalho no filme, o animador a participar da série de TV Wolf Boy Ken. Com um salário de 19.500 yen na época (só o aluguel de seu pequeno apartamento no bairro Nerima, em Tóquio, era de 6.000 yen), o artista ainda ajudou a liderar os animadores do estúdio que estavam tendo problemas com o sindicato local.

1964 foi um ano determinante na vida de Miyazaki: além de ter se tornado Secretário-Chefe do sindicato trabalhista da Toei (além de continuar com seu trabalho de animador), ele começou a namorar com a colega de trabalho Akemi Ota, além de sua relação com Isao Takahata, outro colega de trabalho e vice-presidente do sindicato trabalhista, se solidificar ainda mais.

Quando a produção do longa animado Prince of the Sun começou, em 1965, Hayao ofereceu voluntariamente seus trabalhos ao diretor, Takahata. Já prevendo que a televisão tomaria conta dos trabalhos da empresa a partir de agora, Miyazaki fez um pacto com Isao e com Yasuo Otsuka (diretor de animação do longa) para terminar a produção do filme juntos, não importando o tempo que levasse. 1965 também marcou o casamento de Hayao com Akemi, que mudaram para Higashi-Murama, em Tóquio. O primeiro filho do casal nasceu em 1967.

Prince of the Sun foi finalmente lançado em 1968. Logo após, Miyazaki e Ota já estavam trabalhando em outra produção, Puss in Boots, onde Hayao já ocupava o cargo de key animator. O ano de 1969 contou com o nascimento do segundo e último filho do casal, além do início dos trabalhos no longa The Flying Ghost Ship, que contou novamente com Miyazaki como key animator.

:: A SAÍDA DA TOEI

Em 1971, Hayao deixou a Toei para se juntar a Isao Takahata e Yoichi Otabe na produtora A-Pro. A partir desse período, Miyazaki fez diversas viagens ao exterior seja para comprar os direitos de alguma obra – ele e o presidente da Tokyo Movie Yutaka Fujioka tentaram obter os direitos da personagem Pipi Meias-Longas, o que acabou não acontecendo – ou para visitar locações que serviriam de base para seus novos animados.

Em 1973, a trinca Miyazaki/Takahata/Otabe deixa a A-Pro e entraram na Zuiyo Pictures. Na nova produtora, Miyazaki viajou mais duas vezes ao exterior: para a Suíça, ele foi se inspirar para desenvolver os cenários e montar as cenas do longa Heidi: Girl of the Alps; em 1975, ele viajou para a Itália e para a Argentina para se preparar para Three Thousand Miles in Search of Mother. Foi em 1978 que Hayao ganhou a direção de sua primeira série de tv, Future Boy Conan (Mirai shônen Conan) e, em 1979, ele dirigiu seu primeiro longa, Rupan sansei: Kariosutoro no shiro, para a produtora Tokyo Movie.

Em 1980, Hayao Miyazaki trabalhava como instrutor para novos animadores na produtora Telecom. Foi usando como pseudônimo o nome da empresa onde trabalhava que Miyazaki foi creditado como diretor dos episódios 145 e 155 da série animada Lupin III.

:: O SUCESSO DE NAUSICAÄ E O NASCIMENTO DO STUDIO GHIBLI

Em 1982, enquanto trabalhava em seus filmes, Miyazaki escreveu e desenho o mangá Kaze no tani no Naushika, mais conhecido internacionalmente como Nausicaä of the Valley of the Wind. Utilizando alguns elementos que são considerados sua marca registrada em outros animados – o gosto pela aviação, ecologia e suas consequências e a ausência de um vilão da maneira como conhecemos – o mangá foi um grande sucesso, o que levou o diretor a preparar a versão animada de sua própria série de quadrinhos japoneses. Produzido por Isao Takahata e animado pela produtora Topcraft, o anime, lançado em 1984, foi um sucesso tão grande que deu forças a Hayao e Takahata abrir seu próprio estúdio de animação: o Estúdio Ghibli (Sutajio Jiburi), no bairro Suginami, em Tóquio.

O sucesso de Nausicaä veio em um momento delicado da vida de Miyazaki: em 1983, um ano antes do lançamento do anime, a mãe de Miyazaki falecera, aos 71 anos.

A partir daí, Miyazaki começou a se dedicar a escrever e dirigir longas-metragens, e o sucesso alcançado com Nausicaä só se fazia aumentar: Laputa: Castle in The Sky (Tenkû no shiro Rapyuta, 1986) foi a primeira produção do estúdio, seguido por Meu Vizinho Totoro (Tonari no Totoro, 1988), Kiki’s Delivery Service (Majo no takkyûbin, 1989), Porco Rosso (Kurenai no buta, 1992) e On Your Mark (1995).

Vale notar que Miyazaki continuou escrevendo e desenho o mangá de Nausicaä durante 12 anos! Ele terminou a série apenas em 1994.

:: PARCEIRA COM A DISNEY E SUCESSO INTERNACIONAL

Em 1996, com o aumento dos investimentos norte-americanos nessa nova onda conhecida como “anime” e “mangá”, a Disney viu como o momento perfeito para aproveitar a qualidade e o sucesso que os filmes de Hayao Miyazaki faziam no oriente para garantir os direitos de distribuição dos filmes do diretor. Com isso, foi fechado, entre a casa do tio Walt e o Estúdio Ghibli, o acordo conhecido como Disney-Tokuma que, em resumo, consiste na distribuição mundial (incluindo Japão, mas excluindo a Ásia) em vídeo (DVDs não estão incluídos) de todos os longas animados do Estúdio Ghibli, sem falar na distribuição mundial nos cinemas daquele que lançaria o nome de Hayao Miyazaki ao mundo: Princesa Mononoke (Mononoke-hime, 1997).

.A história de “Princesa Mononoke” mais uma vez mostra a ecologia como plano de fundo para a busca do príncipe Ashitaka para curar uma maldição que o consome. O filme se tornou a maior bilheteria da história do Japão (faturando o equivalente a US$ 150 milhões), batendo E.T. O Extraterrestre (e ficou na primeira posição até Titanic estrear em terras nipônicas). O filme levou diversos prêmios no Japão e em outros festivais internacionais. E foi após “Mononoke” que Hayao Miyazaki anunciou, pela primeira vez, sua aposentadoria. ^_^

Mas o sucesso o chamou de volta para dirigir A Viagem de Chihiro (Sen to chihiro no kamikaushi, 2001). Agora com um certo nome internacional e com a força da distribuição mundial nas mãos da Disney, o filme faturou mais prêmios internacionais (incluindo o Oscar de melhor longa-metragem animado em 2002) e foi sucesso por onde passou. Agora, em 2005, chega aos cinemas O Castelo Animado (Hauru no ugoku shiro, 2004), com mais prêmios e uma bilheteria de arrasar ao redor do mundo.

Mesmo assim, Hayao Miyazaki ainda está longe de ser reconhecido, principalmente no ocidente, como seu colega de profissão Walt Disney. Com diverentes posições ideológicas quanto a seus filmes, o amor incontestável pela arte da animação está claro em seus filmes, e é apenas questão de tempo para que Miyazaki consiga alcançar a popularidade da qual já desfruta em seu país natal. E que venham mais e mais desenhos animados com a marca do mestre japonês. ^_^

:: CURIOSIDADES

– Hayao Miyazaki já anunciou sua aposentadoria diversas vezes, mas sempre acabou voltando para dirigir mais filmes. Com “O Castelo Animado”, seu último filme, não foi diferente. Agora é só esperar que o diretor mude de idéia novamente. ^_^

– O compositor Joe Hisaishi é um colaborador constante nos animados do diretor.

– Miyazaki às vezes utiliza amigos e conhecidos seus como fontes de inspiração para seus personagens. Por exemplo: Chihiro, a personagem principal de “A Viagem de Chihiro”, é baseada na filha de um de seus amigos.

– Ah, um detalhe: Miyazaki ODEIA ser chamado de “Walt Disney japonês”. Sério!

– Miyazaki é um anglófilo! Calma, calma, eu explico: anglófilo nada mais é do que uma pessoa não-inglesa que admira a Inglaterra e toda a sua cultura.

– O animador é um grande fã do coelho Pernalonga da fase Chuck Jones.

E muito, muito obrigado mesmo à ANDRÉIA MAYUMI pela ajuda! Sem ela, eu não saberia lhufas sobre distritos, estados e escolaridades japonesas. Arigatô gozaimasu! 😀

:: UAU! Hoje, dia 14 de setembro, comemoramos 20 anos do lançamento do site https://t.co/ATRXN4js2w. Muita água rolou debaixo desta ponte ao longo dos últimos anos. Deu risada, deu briga, deu casamento. Mas deu, mais do que qualquer coisa, muito orgulho, isso sim.
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