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Artigo adicionado em 22/04/2005, às 11:03

Crítica: MAIS UMA VEZ AMOR
Sim, sim, mais uma vez. E mais uma. E outra. Ok, ok, já vou avisando que não gostei do fraquíssimo Mais Uma Vez Amor, segunda aposta na direção de Rosane Svartman (que, antes disso, só tinha se arriscado nas telonas com o ‘nhé’ Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro). E espero que isso fique […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim


Ok, ok, já vou avisando que não gostei do fraquíssimo Mais Uma Vez Amor, segunda aposta na direção de Rosane Svartman (que, antes disso, só tinha se arriscado nas telonas com o ‘nhé’ Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro). E espero que isso fique claro desde o começo. No entanto, ao invés de optar por uma crítica escrita da maneira tradicional – e que teria, no máximo, dois ou três páragrafos-, eu preferi fazer diferente. E escrevi num esquema de perguntas e respostas que pressupõe algumas perguntas e comentários óbvios que as pessoas fariam sobre o texto, a saber:

:: Do que trata a história, afinal?
Vamos ver: o jovem Rodrigo era vidrado em Lia, a garota mais cobiçada da escola. Até o dia em que, quase por acaso, acabou rolando algo entre os dois. O ano era 1972. A partir de então, as vidas do casal (vivido, respectivamente, por Dan Stulbach e Juliana Paes) começam a se cruzar com o passar dos anos, por mais que sigam caminhos opostos e acabem levando a dupla a se relacionar com outras pessoas e…bom, já deu pra sacar mais ou menos do que se trata, né? Rodrigo vira o engenheiro certinho e bem-resolvido na vida, Lia se transforma na ex-hippie meio maluca…Olha, vai ser clichê demais se eu disser que é um emaranhado de clichês que você já viu em um monte de novelas da Globo? Tudo bem. Agora não tem mais volta, eu já disse.

:: É baseado numa peça de teatro, não é?
Sim é. A peça, na verdade, foi escrita e dirigida pela própria Rosane Svartman. Chegou a atrair um público de cerca de 120 mil espectadores em suas passagens pelos palcos brazucas. Na peça, Rodrigo foi interpretado por Marcos Palmeira, enquanto Lia foi interpretada por Luana Piovani, Guta Stresser (a Bebel de A Grande Família) e Ana Beatriz Nogueira.

:: O roteiro do Carlos Lombardi não ajuda?
Hummmmmmmmmm…não. Olha, o cara é um escritor veterano de TV e tem uma verve humorística excelente – especialmente quando o assunto é escrever bons diálogos. Mas aqui a coisa é tão fraquinha, tão sem tempero, tão chatinha, que você fica incessantemente esperando os comerciais para poder ir ao banheiro e se livrar, por pelo menos 10 minutos, daquela pentelhação. Putz, acho que eu também disse isso na crítica do Olga, né?

:: É melhor do que “Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro”?
Xi. Não achei nem melhor e nem pior. Na verdade, achei no mesmo nível. Tão bobinho quanto. Acho que eu preferia assistir a um episódio de Sob Nova Direção – que, pelo menos, é mais curto e tem maiores possibilidades de uma boa piada. Ou talvez de um esboço de sorriso.

:: É melhor do que O Casamento de Romeu e Julieta?
Não força a barra, né. Qualquer coisa é melhor do que ver a Luana Piovani fingindo que é atriz. E depois ainda tenho que ouvir o Bruno Barreto comparar a moça com a Meryl Streep. Deus nos livre de tanta puxação de saco.

:: E a Juliana Paes?
Que é que tem? Ela é bonita. E ponto. Apesar de me assustar com aqueles enormes olhos saltados, mas tudo bem. E ela aparece semi-nua em diversos momentos da película. Quer saber mais alguma coisa? Você REALMENTE acredita que ela ia interpretar bem tendo um roteiro tão “blergh” em sua estréia cinematográfica? Até a Bruna Marquezine, a menininha cega da novela “América” e que interpreta sua filha na trama, é muitíssimo melhor do que ela.

:: E o Dan Stulbach?
Ele é um baita dum sujeito bacana. E é responsável pelas melhores tiradas da fita, sem sombra de dúvidas. Aquele jeitão estabanado, meio neurótico e sempre gritando é muito divertido. Mas não segura o filme. Definitivamente. Acho que ele deveria ter ficado no teatro fazendo Visitando Mr.Green, com o Paulo Autran, que era muito mais negócio.

:: E as participações especiais?
Todas bizarras e desnecessárias. O Hugo Carvana, no minúsculo papel de chefe de Rodrigo, é um enorme desperdício de talento. E que o Zarko me perdoe – mas que graça esta gente tanto vê na Marina Person? Fruta que fariu.

:: E a trilha sonora do Frejat?
Olha…costumo dizer que tenho uma birra pessoal com o líder do Barão Vermelho. Sei que uma determinada pessoa vai ler isso e entender do que estou falando. Mas, voltando à vaca fria: gosto muito dele, tanto como pessoa (já cruzei com o cara algumas vezes) quanto como músico. E acho que o seu primeiro trabalho no cinema, ao lado do Maurício Barros (ex-tecladista do Barão, ainda na época do Cazuza), funciona bem. Como legítimo representante do rock brazuca da década de 80, ele usa – e muito bem – canções emblemáticas de cada período para ajudar a marcar a passagem do tempo. Fala sério: de onde ele tirou “Deixa Eu Te Amar”, do Agepê, para tocar numa borracharia de beira de estrada? Muito bom! 🙂

:: E como ficou a Juliana Paes cantando com o Frejat?
Melhor do que eu imaginei, de verdade. Sim, é dela a voz feminina ao lado do frontman do Barão em “Pra Toda Vida”, quando sobem os créditos finais. A moça até que é afinada. Ouve aí!.

:: Fala sério: você não gostou do filme só porque você é um baita mal-humorado.
Hahahahahahahahahahahaha. E quem disse que eu sou mal-humorado? Eu sou um cara muito legal. Fico fazendo piada o dia inteiro – e a maior parte delas é infame! Quem contou para vocês a respeito do filme da Gretchen? Hein? Hein? (com a mãozinha na cintura, batendo o pézinho)

:: Você não está falando isso só por que você não gosta de cinema nacional?
Mas eu gosto de cinema nacional! Aliás, eu gosto de cinema como um todo, não interessa de onde diabos é o filme. Como a gente costuma dizer sempre aqui n’A ARCA: existem filmes bons e filmes ruins. Não importa a sua procedência. Eu adorei Lisbela e o Prisioneiro e dei boas risadas em Meu Tio Matou um Cara. São dois filmes descompromissados e muito divertidos. E sem a presença da Luana Piovani.

:: Você não está falando isso só por que você não gosta de comédias românticas?
E quem disse que não gosto de comédias românticas? Eu chorei em O Último Americano Virgem, fala sério! E sou um cara naturalmente romântico: mando flores, escrevo poemas, digo “eu te amo” o tempo todo…Mas sem propostas amorosas, por favor. Já tenho namorada.

:: Vale o ingresso?
Claro que não. Economize para ver em DVD. Ou melhor: assista quando passar na “Tela Quente”.

:: Qual é a melhor piada do filme?
Pra mim, foi quando um crítico que estava sentado do meu lado levantou e gritou para o outro, que estava saindo: “Ei, não vai embora não! Vai melhorar, tenha fé!”. Mas não melhorou.


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