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Artigo adicionado em 04/02/2005, às 10:22

Crítica: RAY
Jamie Foxx simplesmente arrebenta! Excelsior!!! Após um longo tempo, cá estou novamente fazendo o que mais gosto: escrever sobre cinema! E não à toa que volto, porque também não foi à toa que Ray (Idem – 2004) foi indicado nas principais categorias do Oscar 2005: filme, diretor e ator. Essa biografia, autorizada e aprovada pelo […]

Por
Bruno "Benício" Fernandes


Excelsior!!!

Após um longo tempo, cá estou novamente fazendo o que mais gosto: escrever sobre cinema! E não à toa que volto, porque também não foi à toa que Ray (Idem – 2004) foi indicado nas principais categorias do Oscar 2005: filme, diretor e ator.

Essa biografia, autorizada e aprovada pelo próprio Ray Charles antes de sua morte, foi um ato de coragem, mostrando toda sua sensibilidade, força de vontade e fragilidade tipicamente humanas de um dos maiores mitos da música americana. É o que o ótimo diretor Taylor Hackford (de Advogado do Diabo), em conjunto com o sempre excelente Jamie Foxx (de Colateral) encabeçando um grande elenco, nos mostra nessa grande produção.

É claro que o que mais impressiona é como Foxx desaparece ao incorporar Ray na telona. Todos os seus trejeitos estão ali: seu eterno sorriso, seu modo de andar, seu carisma e até a sua voz, que Foxx estudou e treinou para ficar igual a do mestre.

Ray Charles Robinson (Foxx) era a imagem perfeita para o preconceito da época (década de 40): negro, pobre e deficiente. Mas isso nunca o impediu de ser completo. Foi estudar por ordem de sua mãe, Aretha (Sharon Warren), para não se tornar ignorante e analfabeto como ela. Aprendeu a tocar piano antes dos 7 anos, idade em que perdeu sua visão graças a um glaucoma.

Em 1948, aos 18 anos, o cantor e pianista partiu para Seattle em busca de seu maior objetivo. Sensibilizou sua audição e memória e criou métodos para se virar sozinho, sem ajuda de bengala ou cão guia. E através dessa sensibilidade e virtuosismo musical, podia imitar qualquer cantor que quisesse (especialmente o mestre Nat King Cole) e mudava de gênero musical em um estalar de dedos: tocava Country, Rock, Blues, Jazz, Soul, R&B, Gospel… Aliás, foi o primeiro a misturar estes dois últimos estilos, ganhando inimigos entre os religiosos e a pecha de “herético”… para a qual ele nem ligava.

Nas bandas em que esteve, sempre foi passado para trás por conta de sua deficiência. Mas nunca desistiu. Mesmo assim, nessa época, Ray já estava começando a embarcar no terrível vício em heroína. Após um começo conturbado e do fracasso de seu primeiro disco, o selo para o qual Ray trabalhava é vendido para a grande Atlantic Records, onde se torna a principal estrela.

À medida que a história passa, vemos todos os altos e baixos de sua vida conturbada: ele se casa com seu grande amor, Della Bea, (Kerry Washinton), mas ao mesmo tempo começam os casos amorosos na estrada com as cantoras de sua banda. Enquanto isso, seu vício aumenta cada vez mais e fantasmas da sua infância ganham cada vez mais força.

Mesmo assim, os feitos musicais de Ray eram de embasbacar. Um dos melhores exemplos mostrados no filme é quando, numa briga com suas backing vocals, o cantor, de posse de um equipamento com 8 canais (que já gravava os sons dos instrumentos separados), fez a sua própria voz e ainda a das três cantoras. Sua luta contra o racismo também é um ponto vibrante. Ray não pôde entar em seu estado natal, a Georgia (o mais segregacionista da época), até 1979.

A participação do ator Larenz Tate (Biker Boyz) é pequena, mas por seu papel ser do grande produtor musical Quincy Jones, é imprescindível. A relação de Ray e Quincy era tão forte que eles se apelidaram com números: Ray era 69 e Quincy era 70. Já as participações dos impecáveis Curtis Armstrong (o Melecão de “A Vingança dos Nerds”) e Richard Schiff (o Toby Ziegler da série “West Wing”), nos papéis dos donos da Atlantic, são importantíssimos para situar a carreira de Ray – afinal, foi lá que ele encontrou seu próprio estilo, fugindo das imitações de Cole e Charles Brown.

Admito que os minutos finais não me agradaram muito, especialmente por quebrar meu clima e me mostrar a realidade (vocês vão entender do que estou falando), mas é fato que as indicacões são merecedoras. Em especial para Jamie Foxx, que recebeu duas indicações. Prá mim, ele leva a estatueta por “Ray”. Afinal, é o ano dele.

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