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Artigo adicionado em 02/12/2004, às 02:15

Review: GRAND THEFT AUTO – SAN ANDREAS
Um crime perder esse jogo. Um crime jogar esse jogo! Retorno outra vez! Ah, sim, e com mais um jogo que não poderia passar sem ser notado. Em 2004, eu imagino que só cinco jogos podem ser considerados como “os jogos mais esperados do ano”; jogos que, no mundo todo, fizeram milhares de fãs babarem […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim


Retorno outra vez! Ah, sim, e com mais um jogo que não poderia passar sem ser notado. Em 2004, eu imagino que só cinco jogos podem ser considerados como “os jogos mais esperados do ano”; jogos que, no mundo todo, fizeram milhares de fãs babarem a cada nova tela, caírem em prantos de agonia a cada novo filme na Internet, contarem os dias no calendário com uma faca. Todos continuações, cujas versões anteriores venderam milhares de cópias, criaram legiões de fanáticos, teorias sociais, livros, filmes…

Esses jogos são The Sims 2, Doom 3, Halo 2, Half-Life 2 e Grand Theft Auto: San Andreas. Todos, segundo os críticos norte-americanos, jogos excelentes, maravilhosos, esplendorosos, etc, etc. Bom, você já pode ler a crítica do Doom 3 aqui, e agora vamos adentrar no mundo criminoso, divertido, vasto e interativo criado pela divisão da Rockstar, a Rockstar North. Com vocês, “Grand Theft Auto: San Andreas”.

:: UM ESTADO! UM ESTADO! SERÁ QUE NO PRÓXIMO VEM UM PAÍS?

Começa pelo que é: Vice City era uma cidade, SAN ANDREAS É UM ESTADO. Sim, um estado. Um estado com só três cidades grandes, mas para um game, isso é um avanço colossal. O mundo de San Andreas é gigantesco, o maior mundo tridimensional (maior até do que qualquer bidimensional também, ganha até de Ultima Online!) já visto em um game. Você começa o jogo nos subúrbios de Los Santos, uma sátira de Los Angeles, reproduzindo seus pontos mais famosos (como, por exemplo, Hollywood). Depois, você parte para San Fierro, uma San Francisco diferente, mas ainda com os reconhecidos desníveis e até os bondinhos! A terceira cidade é Las Venturas, uma Las Vegas basicamente sem mudanças: continua cheia de cassinos, cheia de crime, etc (CSI na veia!). Mas, além das cidades, você também passa muito tempo no interior, nas estradas e florestas existentes entre elas, nas cidadezinhas pequenas de campo, em rios, no mar…

E as cidades funcionam como um relógio. Pedestres, carros, polícia… Esqueça aquela Nova York apática de Spider-Man 2: o mundo aqui é vivo, respira, transpira, e principalmente, SANGRA à sua volta. Um relógio gigante em movimento, com eventos rolando, problemas, tudo de uma maneira realista e violenta.

:: ENTÃO, DE VOLTA A LOS SANTOS…

Você joga como Carl Johnson, mais conhecido como CJ. Antigamente, ele era membro de uma gangue que “causava” em Los Santos, mas quando mataram um de seus irmãos, decidiu sair dessa vida. Depois de alguns anos em Liberty City (GTA III), seu outro irmão o chama de volta. Alguém “apagou” sua mãe, e você tem que botar ordem na casa. Mas logo de início você tem uma visão do que é Los Santos: um lugar infestado do pior que a sociedade tem, policiais corruptos, gangues por todos os lados querendo fritar você… E você tem que, como mencionado, botar ordem na casa! Então, como você é o “cara que dirige bem”, o pessoal da sua gangue te coloca como “wheelman”, e assim tem início a odisséia criminosa de CJ, que vai tomar rumos inesperados e proporções inimagináveis…

:: TÁ, PÁRA DE FALAR BOBAGEM QUE EU QUERO SABER COMO É O JOGO!

Tá bom, leitor apressado! Se você jogou GTA: Vice City, não vai ficar tão surpreso de início. Roubar carros, andar por aí matando gente, praticamente a mesma coisa. Os gráficos estão bem mais definidos e você tem um campo de visão maior. As surpresas começam um pouquinho após o início. Logo depois de ser… “entregue”… a uma região controlada por uma gangue inimiga pelos seus melhores amigos, a fiel e bondosa força policial de Los Santos, você não vê outra saída senão pedalar. Sim, isso mesmo, numa bicicleta. E é uma coisa bem divertida usar a bicicleta. Quanto mais você anda, uma barra de “habilidades de bicicleta” se enche, melhorando sua velocidade, sua virada e seus pulos. Quando totalmente cheia, você pode até dar uns pulos meio inumanos…

Aliás, praticamente tudo nesse jogo tem sua própria barrinha de habilidade. Correr, HP máximo, uso de diferentes categorias de armas, direção… Dá até pra pensar que GTA: SA é um RPG com tantas habilidades e evoluções, mesmo sem a presença de um “level” propriamente dito. Você pode também customizar CJ com a mais ampla variedade de “gangsta stuff”: tatuagens, roupa, aqueles penduricalhos enormes…

E entre as novas ações que o personagem principal pode realizar está a de nadar, muito esperada pelo pessoal que não acreditava que os personagens dos jogos anteriores morriam ao cair na água… Outra dessas ações é comer. Sim, agora você pode também comer. Poder é modo de dizer, você PRECISA comer. Sem comida, você fica magro, fraco, seus golpes se tornarão cócegas em quem você tentar bater e o pessoal à sua volta vai começar a zombar da tua cara de “neguinho palito”. Se comer demais, vai ficar gordo, lento, se tornará um alvo fácil pra todo mundo que quiser atirar em você (grande parte dos pedestres anda armado… não subestime nem as velhinhas!), sem falar que ouvirá os comentários mais malvados de todos à sua volta. Terá que se balancear, comendo coisas nutritivas das redes de pizza, hambúrguer e frango que encontrará por aí.

Além de comer, terá que malhar. Nas academias, você pode se exercitar através de mini-games do tipo “button mashing” (aperte botões rápido), ficando mais musculoso, o que não só deixará você mais forte, mas também mais “presença”. Sem falar que pode até encontrar Dojos e aprender golpes novos!

Aliás, daqui a pouco, GTA vai ser um The Sims com ênfase no crime! Você praticamente vive uma vida entre as missões.

Essas missões variam de “mate tal pessoa” a “liberte refugiados dentro de tal navio”, passando por “assuste tal indivíduo que se encontra amarrado no capô daquele carro”, e são absurdamente variadas, tanto em objetivo como em o que você tem que fazer para alcançá-los. CJ é um “action hero”, tenha certeza. Não falarei mais para não estragar surpresas, mas acredite: até o fim do jogo, esse criminoso vai botar inveja em tipos como Harrison Ford, Bruce Willis, Schwarzenegger

Sem falar das diversas missões extras. Achar “tokens” espalhados por San Andreas, por exemplo. E também missões de veículos: se você pegar um carro da polícia, pode sair por aí matando bandidos. Se pegar uma ambulância, pode transportar feridos e doentes para o hospital. Com um táxi, transporta passageiros. Com o caminhão de bombeiros, pode extinguir incêndios (ou usar o esguicho nas pessoas, o que eu acho muito mais proveitoso).

Controles simples, de resposta precisa, fazem com que realizar tudo isso não seja nenhum bicho de sete cabeças. Talvez a única ressalva seja um pouco de confusão na hora de trocar a mira “lock-on” de um alvo para outro… Ás vezes você pode estar atirando num meliante, trocar a mira para atingir outro, e simplesmente virar de costas para seus inimigos. Não é divertido parar no hospital por causa de um probleminha com a mira. (Aliás, outra coisa que não mudou foi “hospital e delegacia”. Se seu HP zerar, você vai pro hospital, perde as armas e o custo do seu tratamento. Se for preso, você vai pra delegacia, com o mesmo efeito monetário sobre a sua poupança).

Os veículos são os mais variados. Carros bem feitos, indo de fortalezas sobre rodas a jipinhos bacanudos, sempre com a presença de helicópteros, tanques de guerra, aviões, trens, motos, Monster Trucks, tudo para tornar sua viagem ainda mais explosiva! Algo notável também nessa nova versão são as estradas. Incrivelmente detalhadas e realistas, com curvas, viadutos, pontes… Sem o mapa, você se perderia facilmente.

A parte sonora, como sempre, é um assunto especial em GTA: SA. Efeitos sonoros de luxo rodeiam você. Nem é preciso falar muito deles. É como andar em uma rua de verdade. Agora, o verdadeiro luxo está nas vozes. Encabeçando o elenco, está nosso conhecidíssimo Samuel L. Jackson (o Mace Windu dos últimos episódios de Star Wars) como o Oficial Tenpenny, o líder dos policiais sujos de Los Santos. E como seu parceiro, Chris Penn (irmão de Sean Penn que participou de filmes como Cães de Aluguel e A Hora do Rush). Outro nome de peso é o também conhecidíssimo James Woods (Vampiros de John Carpenter, Hércules da Disney) como um personagem a ser encontrado mais pra frente no jogo… Temos também Peter Fonda como um hippie doidão, Ice-T como um magnata do rap, além de diversas outras ilustres aparições. Falando por CJ, temos o jovem e ainda-não-famoso-quem-sabe-um-dia rapper Chris Bellard, que atende pela alcunha de Young Maylay (hã??).

A música está com o nível um pouco abaixo de seu antecessor, mas ainda assim não deixa a peteca cair. Sucessos de rap, reagge, rock e funk (AMERICANO, NÉ?) recheiam as rádios, que contam ainda com seus próprios DJs, um mais desequilibrado que o outro, e até comerciais sarcásticos e hilários. Ouvimos sucessos do início dos anos 90 e até clássicos de antes. Entre os artistas presentes, temos Ozzy Osbourne, James Brown, 2 Pac, Public Enemy, Rod Stewart, Helmet, Faith No More, Rage Against The Machine e muitos outros.

Concluindo: JOGÃO. Não perca a oportunidade de passear nesse mundo fantástico, recheado de humor, violência e referências a praticamente todos os filmes clássicos envolvendo crime (incluindo uma referência ao Quentin Tarantino que vai fazer você dizer “ah não, fala sério!” lá pelo meio do jogo… Confie em mim, se você viu “Pulp Fiction” e Kill Bill, vai identificar essa cena no ato). É um jogo longo o bastante para ser prazeroso, e há tantos detalhes que, para completar 100% do jogo, você levará o resto de sua vida natural. GTA fez história desde sua primeira versão, e faz mais uma vez. Não esqueça de comentar n’A Voz Dos Nerds o que achou deste jogo, hein?

Imagens: Gamespot.com


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