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Artigo adicionado em 04/12/2004, às 12:52

Crítica: BRIDGET JONES NO LIMITE DA RAZÃO
Comédia pastelão destoa do livro e estraga o filme Toda mulher está à procura de um homem rico e bonitão para se casar, ser feliz para sempre e aquela coisa toda. Pelo menos é em busca disso que a nossa heroína londrina passa o seu segundo filme inteiro. Ok, tem também aquele negócio… “Amor”… E […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim


Toda mulher está à procura de um homem rico e bonitão para se casar, ser feliz para sempre e aquela coisa toda. Pelo menos é em busca disso que a nossa heroína londrina passa o seu segundo filme inteiro. Ok, tem também aquele negócio… “Amor”… E não sou eu que estou dizendo, é o filme “Bridget Jones no Limite da Razão”.

Calma, calma. É brincadeira. Esta nova aventura da personagem inglesa, que estreou nesta sexta aqui no Brasil, não é assim tão “filme de mulherzinha” quanto pode parecer. É um filme até divertidinho. Mas já aviso, não passa muito disso.

Na verdade, esta continuação deixou de lado um pouco das boas sacadas do primeiro filme e apelou para uma fórmula mais pastelão, tipo um American Pie, só que relacionado com o universo feminino. Então o que acontece é que, ao invés de adolescentes idiotas se masturbando com tortas, esta seqüência tem uma mulher de 30 anos elogiando a bunda do namorado pelo telefone. O problema é que o advogado atende o telefone durante uma reunião com um grumo de figurões, embaixadores, e tal. Embaraçoso é pouco!

Desta vez, a personagem de Renée Zellweger começa a história feliz da vida com o namorado (rico, bonitão e legal) que conquistou no filme anterior, mas é claro que a louca estraga tudo. Afinal, não teria filme se todos estivessem felizes, não?

Pois bem, à medida que o seu relacionamento com o advogado Mark Darcy (Colin Firth) evolui, Bridget se mete em algumas situações embaraçosas e começa a sentir que o casal não tem muito em comum, já que ele é todo envolvido com gente importante (alta sociedade e tal) e ela é uma mulher comum, gordinha e insegura.

Eis que Bridget começa a suspeitar que Mark está tendo um caso com uma colega de trabalho, a magra, linda e elegante Rebecca (Jacinda Barrett). Se sentindo inferiorizada, nossa heroína termina seu namoro e é aí que começa aquela odisséia toda em que ela se arrepende e tenta reconquistar o cara. Em meio a isso tudo é que aparece o melhor personagem do filme: Daniel Cleaver, interpretado pelo mestre nas comédias românticas britânicas Hugh Grant (já reparou como ele está em todas? Quatro Casamentos e Um Funeral, Grande Garoto, Simplesmente Amor, e por aí vai). O cara é simplesmente impagável na pele do canalhão que tenta novamente conquistar Bridget e até jura estar fazendo um tratamento para controlar seu impulso sexual.

A partir de então, as coisas correm do jeitinho que o esquema de uma comédia romântica manda, com algumas surpresinhas e muitas trapalhadas da protagonista. O problema do filme são exatamente essas trapalhadas, que são previsíveis e tiraram o espaço das divertidas reflexões que Bridget fazia ao anotar sua vida no diário.

É por isso que, sem essa sacada do diário, Bridget acaba virando uma versão feminina e mais adulta de uma daquelas comédias adolescentes que os americanos adoram fazer. Por conta disso, o que pode acontecer é que a mulherada e até os cuecas acabam não se identificando com a personagem principal ou com as situações em que ela se mete.

Observação importante: uma das boas piadas do filme é quando Mark procura Daniel para acertar as contas com o canalha e os dois têm uma briga ridícula ao som de “The Darkness”. O El Cid vai festejar.


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