A ARCA - A arte em ser do contra!
 
Menu du jour! Tutu Figurinhas: o nerd mais bonito e inteligente dessas paragens destila seu veneno! GIBI: Histórias em Quadrinhos, Graphics Novels... é, aquelas revistinhas da Mônica, isso mesmo! PIPOCA: Cinema na veia! De Hollywood a Festival de Berlim, com uma parada em Nova Jérsei! RPG: os jogos de interpretação que, na boa, não matam ninguém! ACETATO: Desenhos animados, computação gráfica... É Disney, Miyazaki e muito mais! SOFÁ: É da telinha que eu estou falando! Séries de TV, documentários... e Roberto Marinho não está morto, viu? CARTUCHO: Videogames e jogos de computador e fliperamas e mini-games e... TRECOS: Brinquedos colecionáveis e toda tranqueira relacionada! Tem até chiclete aqui! RADIOLA: música para estapear os tímpanos! Mais informações sobre aqueles que fazem A Arca Dê aquela força para nós d´A Arca ajudando a divulgar o site!
Artigo adicionado em 11/10/2003, às 01:31

Crítica: VIOLAÇÃO DE CONDUTA
Bom… você viu ‘A Filha do General’? A mais nova empreitada de John McTiernan, o diretor do clássico dos filmes de ação Duro de Matar, tinha tudo para dar certo – afinal, reunir novamente a afinada dupla Samuel L.Jackson (também conhecido como Mace Windu) e John Travolta, que tanto sucesso fez em Pulp Fiction – […]

Por
Thiago "El Cid" Cardim


A mais nova empreitada de John McTiernan, o diretor do clássico dos filmes de ação Duro de Matar, tinha tudo para dar certo – afinal, reunir novamente a afinada dupla Samuel L.Jackson (também conhecido como Mace Windu) e John Travolta, que tanto sucesso fez em Pulp Fiction – Tempo de Violência, só poderia dar um bom resultado, não é? Pois é: o problema é que não deu não. Violação de Conduta acaba sendo um thriller militar que faz jus ao seu nome original em inglês: básico.

Não é que o filme seja ruim. Mas… ele também está longe de ser bom. É mais uma daquelas tramas com ótimo potencial que nunca consegue chegar a ser nada mais do que mediana. O diretor bem que tenta, mas não consegue. Os bons momentos estão lá… mas os maus momentos também estão (e como estão!).

A bem da verdade, o que estraga é o excesso de clichês e referências diretas a outras películas do gênero – A Filha do General, estrelado pelo próprio Travolta, é um excelente exemplo de filme similar. Falta inovação, falta fugir do óbvio das conspirações militares onde ninguém é quem aparenta ser dentro de uma corporação corrupta, mas que conta com alguns heróis virtuosos dispostos a salvar o bom e velho espírito americano das nossas Forças Armadas. E tome blá-blá-blá. O final, por sinal, acaba sendo de um patriotismo bobo e infantilóide. Mas enfim…

Violação de Conduta fala sobre um estranho incidente envolvendo os soldados do pelotão do coronel West (Jackson), de uma base militar americana no Panamá. Homem rude, violento e grosseiro, ele coleciona desafetos por onde passa – especialmente entre seus comandados. Certo dia, durante um treinamento aparentemente rotineiro na selva, West e mais quatro soldados são mortos, restando apenas dois sobreviventes para contar a história: o relutante e assustado Dunbar (Brian Van Holt) e o provocativo e cínico Kendall (Giovanni Ribisi, em excelente interpretação), filho de um militar de alta patente. A dupla se recusa a comentar a história como um todo e tem versões desencontradas dos eventos. O que teria acontecido de verdade?

Para descobrir, a tenente Osborne (Connie Nielsen de Gladiador) é obrigada a trabalhar ao lado de Tom Hardy (Travolta), um ex-militar e atual policial da divisão de Narcóticos acusado de fazer negócios escusos com alguns traficantes. Dá pra confiar neste sujeito?

Outro grande problema do filme: McTiernan sofre da ‘síndrome dos excessos de viradas de trama’. É mais ou menos assim: a trama vai caminhando normalmente e então…A-HÁ, TUDO QUE VOCÊ SABIA ERA MENTIRA. A história caminha mais um pouco e então…A-HÁ, TUDO QUE VOCÊ SABIA ERA MENTIRA. E um pouco mais pra frente, vejam só…A-HÁ, TUDO QUE VOCÊ SABIA ERA MENTIRA. A coisa toda acaba enchendo um pouco o saco e tira a credibilidade do roteiro – especialmente na meia-hora final, quando você simplesmente já não acredita em mais nada, tornando a conclusão muito pouco crível. “Ué? Já acabou? Ah, vá, duvido que isso seja verdade, deve ter alguma coisa escondida por aí…”. Mas era. E sobem os créditos finais.

Resumindo: dá pra ver Violação de Conduta… se você não espera nada além do que você já viu em tantos outros filmes que seguem a mesma linha. Caso contrário, fique em casa e reveja o Homem-Aranha que é muito mais legal. Sem qualquer proteção, veja bem.


Quem Somos | Ajude a Divulgar A ARCA!
A ARCA © 2001 - 2007 | 2014 - 2026