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Pouca gente se recorda mas a primeira vez que o personagem Hannibal Lecter apareceu no cinema não foi em O Silêncio dos Inocentes, mas sim em Dragão Vermelho, que foi dirigido por Michael Mann (“O Informante“), em que o temível canibal era interpretado por outro ator britânico, Brian Cox (de “Coração Valente“, “Beijos que Matam” e recentemente escolhido para interpretar o principal vilão de “X-Men 2“). O filme foi lançado em 1986, mas teve pouca repercussão.
Agora, Dragão Vermelho (baseado no best-seller escrito por Thomas Harris em 1981) foi refilmado pela Universal Pictures e traz Anthony Hopkins de volta ao papel que o consagrou. A trama é sobre um agente do FBI chamado Will Graham (Edward Norton de “Clube da Luta“) que, ao lado do Dr. Hannibal Lecter, traça o perfil de uma série de maníacos para tentar capturá-los. Ele só não esperava que a pessoa que o ajudava na solução dos casos também fosse um maluco completo e quase se tornou mais uma vítima de Lecter. Depois de prendê-lo, Will se afasta do serviço cheio de traumas…
Passados muitos anos, seu colega do FBI, Jack Crawford (Harvey Keitel, de “Cop Land“), o procura para ajudá-lo no caso de um novo maníaco: Francis Dolarhyde (Ralph Fiennes, de “O Paciente Inglês“), que se auto-intitula Dragão Vermelho. Agora, Will terá que enfrentar os fantasmas do passado e novamente pedir auxílio ao insano Hannibal nesse caso macabro. Só que Lecter é um dos piores inimigos do policial e, além disso, o psiquiatra está fornecendo valiosas informações sobre a família de Graham ao serial killer.
Completam o elenco, Philip Seymour Hoffman (“Magnólia“), que interpreta um repórter de tablóide e Mary-Louise Parker (“O Cliente“), no papel da esposa de Graham.
Produzido por Ridley Scott (que dirigiu “Hannibal“), o filme é dirigido por um Brett Ratner mais maduro. Responsável por filmes como os dois “A Hora do Rush” e “Um Homem de Família“, ele prova que está pronto para fazer um ótimo filme do Super-Homem… caso o roteiro colabore, é claro.
Embora não seja melhor do que O Silêncio dos Inocentes, esta “prequel” é competente e faz jus ao mito do canibal Lecter. Inclusive quando não cai em tentação e, exatamente como no livro original, deixa Hannibal no papel de coadjuvante de luxo – já que o núcleo principal da história reside no conflito entre Graham e Dolarhyde. Hopkins, como sempre, rouba o filme – e talvez aí é que esteja o problema, já que o verdadeiro vilão da trama acaba inevitavelmente apagado pelo doutor. Ainda sim, no entanto, um excelente filme, muitíssimo melhor do que o superestimado Hannibal.
Ponto também para a trilha-sonora de Danny Elfman, que se supera e deixa a fraquíssima música de Homem-Aranha no passado, criando músicas assustadoras e que criam o clima ideal.
Se você quer experimentar… bom apetite! 😉
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