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M. Night Shyamalan, o diretor de "O Sexto Sentido" e "Corpo Fechado", está de volta, agora com um filme sobre os polêmicos e misteriosos "círculos nas colheitas", que muitos suspeitam se devam à ação de extraterrestres: Sinais (Signs).
Teorias sobre estas formações, que teriam começado a ser identificadas até 300 anos atrás, relatam que talvez os círculos sejam uma tentativa de povos extraterrestres de ensinar um novo alfabeto para os terrestres, visando futuras comunicações.
Mas o que mais impressiona são os relatos muito parecidos de testemunhas ao redor do mundo: mais de 70 pessoas afirmaram ter visto o processo de formação dos círculos, que podem chegar a ter o tamanho de um campo de futebol, mas seriam feitos em apenas 15 segundos, acompanhados de um som peculiar.
Recentemente, o diretor disse que escolheu o tema devido à curiosidade que o cerca: "Esses círculos são intrigantes e me pareceram um bom começo para contar uma história apavorante", comentou.
Tudo isso é um prato cheio para Shyamalan: novamente, ele nos leva a uma nova jornada misteriosa recheada de suspense sobrenatural em um terror real e palpável, sua marca registrada. Foi essa combinação a responsável pelo enorme sucesso de "O Sexto Sentido", de 1999, que arrecadou quase 700 milhões de dólares em todo o mundo.
No thriller, estrelado por Mel Gibson (Maquina Mortífera) e Joaquin Phoenix (Gladiador), Gibson é o ex-pastor Graham Hess, que, ao lado do irmão e do casal de filhos (respectivamente, Phoenix e os jovens Rory Culkin e Abigail Breslin), vê sua vida transtornada a partir do dia em que seu milharal, no interior do estado da Filadélfia, torna-se uma colossal prancheta do sobrenatural: "É perfeito demais" diz o pastor, em conversa com uma policial.
Sinais usa da velha máxima que foi estabelecida pelo seriado Além da Imaginação: pessoas comuns envolvidas em eventos extraordinários. A família não é das mais alegres, em virtude da ausência da mãe que morreu em um acidente bizarro. A perda faz com que o pastor perca a fé e se mantenha longe do sacerdócio. Eles vivem para o trabalho e à mercê de sua dor.
Mas os sinais são apenas um ponto de partida para que o diretor transforme o filme com um talento fora do normal, em uma grande homenagem a clássicos da ficção como A Guerra Dos Mundos, o já citado seriado Além da imaginação (a cena no filme, que não podemos revelar para não estragar a supresa, é uma referência a um episódio da série) e aos filmes de Alfred Hitchcock (a excelente trilha de James Newton Howard tem como inspiração os trabalhos que o maestro Bernard Herrmann fez em parceria com Hitchcock). Ao mesmo tempo, Shyamalan volta às mesmas dúvidas que apresentou em seu primeiro filme, Olhos Abertos: Se Deus existe, por que coisas ruins acontecem a pessoas boas? E o filme oferece uma explicação. Por tudo isso, Sinais é o melhor filme do cineasta. E talvez um dos melhores filmes do ano.
Perguntado se os círculos que são vistos no filme foram feitos através de computadores, Shyamalan respondeu que a produção se responsabilizou por fazer os desenhos em todos os campos escolhidos. "Nós fizemos tudo. Contratamos algumas pessoas de galáxias distantes para ajudar", brincou o diretor.
No primeiro fim de semana de exibição nos EUA, Sinais obteve 60 milhões de dólares. A Disney (o estúdio responsável pela produção) prevê para ele uma bilheteria total de 220 milhões de dólares.
Para terminar, uma curiosidade: a parte mais assustadora do filme se passa no Brasil, mais precisamente em Poço Fundo, e por incrível que pareça nesta cena se fala o bom e velho português.
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